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	<title>Claude Mythos &#8211; Infratic</title>
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	<title>Claude Mythos &#8211; Infratic</title>
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		<title>Anthropic cede à pressão e libera IA Mythos 5 para testes de cibersegurança por órgãos europeus</title>
		<link>https://www.infratic.com.br/anthropic-cede-a-pressao-e-libera-ia-mythos-5-para-testes-de-ciberseguranca-por-orgaos-europeus/</link>
		
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 15:01:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[anthropic]]></category>
		<category><![CDATA[Claude Mythos]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança e Privacidade]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia obteve acesso ao Mythos 5, modelo de IA da Anthropic que despertou preocupações por sua capacidade de identificar vulnerabilidades em códigos. A agência de cibersegurança ENISA já começou a testar a ferramenta após meses de negociações com a empresa. O acesso ocorre em meio a restrições impostas ao modelo desde seu lançamento. A ENISA agora poderá avaliar diretamente suas capacidades de cibersegurança. A agência também já recebeu acesso a modelos avançados da OpenAI, incluindo o GPT-5.6 Cyber e o GPT-6-ASTRA. O Mythos 5 consegue identificar vulnerabilidades em códigos, capacidade que despertou preocupações de segurança. – Imagem: Infinite Creations/iStock Por que o Mythos 5 preocupa? O Mythos 5 consegue identificar vulnerabilidades em códigos de computador. A capacidade pode ajudar a encontrar falhas, mas também despertou preocupações sobre os riscos relacionados ao uso da inteligência artificial em ciberataques. O modelo provocou preocupações de segurança nacional entre autoridades dos Estados Unidos e de outros países. Por isso, seu acesso permaneceu limitado. A Anthropic disponibilizou inicialmente o Mythos 5 para cerca de 50 empresas e organizações, entre elas a Amazon Web Services e o JPMorgan Chase. Em junho, o grupo foi ampliado para aproximadamente 150 organizações. Meses de negociação com a Anthropic Autoridades de cibersegurança negociavam com a Anthropic desde maio para conseguir testar o Mythos 5. A Comissão Europeia havia informado anteriormente que mantinha conversas com a empresa sobre o modelo. Leia mais: Chance de IA levar humanos a extinção supera 10%, diz especialista de startup Cientista-chefe da OpenAI pede cautela com avanço da IA Mais um? Conselheiro da OpenAI alerta que IA pode sair do controle A liberação foi confirmada nesta quinta-feira (10). A ENISA recebeu acesso ao sistema e já iniciou os testes neste mês. Após nossa colaboração construtiva com a Anthropic, podemos confirmar que a agência de cibersegurança da UE, a ENISA, recebeu acesso ao Mythos 5 e já está realizando testes. Thomas Regnier, porta-voz da Comissão Europeia para Assuntos Digitais, em nota. Além do Mythos 5, a agência europeia ENISA também avalia modelos como o GPT-5.6 Cyber e o GPT-6-Astra da OpenAI. – Imagem: Nwz/Shutterstock O que a UE vai avaliar? Os testes permitirão à ENISA examinar o comportamento do Mythos 5 e suas capacidades relacionadas à segurança cibernética. O modelo é capaz de identificar vulnerabilidades em códigos, característica que está no centro das preocupações sobre seu uso. Entre os aspectos envolvidos estão: A capacidade de identificar vulnerabilidades em códigos; Os riscos associados a essas capacidades; As possíveis implicações para a segurança cibernética; O comportamento do modelo durante os testes da ENISA. OpenAI também liberou modelos O Mythos 5 não é o primeiro modelo avançado ao qual a agência europeia teve acesso. A ENISA já havia recebido acesso a sistemas da OpenAI, incluindo o GPT-5.6 Cyber e o GPT-6-ASTRA. Com o acesso ao modelo da Anthropic, a agência passa a testar diretamente outra inteligência artificial avançada cuja capacidade de encontrar vulnerabilidades em códigos provocou preocupações de segurança e levou a restrições em sua distribuição. O post Anthropic cede à pressão e libera IA Mythos 5 para testes de cibersegurança por órgãos europeus apareceu primeiro em Olhar Digital.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>A União Europeia obteve acesso ao <a href="https://olhardigital.com.br/tag/mythos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mythos</a> 5, <a href="https://olhardigital.com.br/tag/modelos-de-ia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">modelo de IA</a> da <a href="https://olhardigital.com.br/tag/anthropic/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anthropic</a> que despertou preocupações por sua capacidade de identificar vulnerabilidades em códigos. A agência de cibersegurança ENISA já começou a testar a ferramenta após meses de negociações com a empresa.</p>
<p>O acesso ocorre em meio a restrições impostas ao modelo desde seu lançamento. A ENISA agora poderá avaliar diretamente suas capacidades de <a href="https://olhardigital.com.br/tag/ciberseguranca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cibersegurança</a>. A agência também já recebeu acesso a modelos avançados da <a href="https://olhardigital.com.br/tag/openai/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">OpenAI</a>, incluindo o GPT-5.6 Cyber e o GPT-6-ASTRA.</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2026/09/iStock-2285744191-1024x576.jpg" alt="Ilustração conceitual da segurança da inteligência artificial com escudos e sinais de alerta em um ambiente digital futurista" class="wp-image-1370554" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/iStock-2285744191-1024x576.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/iStock-2285744191-300x169.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/iStock-2285744191-768x432.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/iStock-2285744191-1536x864.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/iStock-2285744191-2048x1152.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/iStock-2285744191-1920x1080.jpg 1920w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/iStock-2285744191-1280x720.jpg 1280w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/iStock-2285744191-150x84.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption"><em>O Mythos 5 consegue identificar vulnerabilidades em códigos, capacidade que despertou preocupações de segurança.</em> – Imagem: Infinite Creations/iStock</figcaption></figure>
</div>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-por-que-o-mythos-5-preocupa">Por que o Mythos 5 preocupa?</h2>
<p>O Mythos 5 consegue identificar <a href="https://olhardigital.com.br/tag/vulnerabilidades/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vulnerabilidades</a> em códigos de computador. A capacidade pode ajudar a encontrar falhas, mas também despertou preocupações sobre os riscos relacionados ao uso da inteligência artificial em ciberataques.</p>
<p>O modelo provocou preocupações de segurança nacional entre autoridades dos Estados Unidos e de outros países. Por isso, seu acesso permaneceu limitado.</p>
<p>A Anthropic disponibilizou inicialmente o Mythos 5 para cerca de 50 empresas e organizações, entre elas a <a href="https://olhardigital.com.br/tag/amazon-web-services/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Amazon Web Services</a> e o JPMorgan Chase. Em junho, o grupo foi ampliado para aproximadamente 150 organizações.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-meses-de-negociacao-com-a-anthropic">Meses de negociação com a Anthropic</h2>
<p>Autoridades de cibersegurança negociavam com a Anthropic desde maio para conseguir testar o Mythos 5. A Comissão Europeia havia informado anteriormente que mantinha conversas com a empresa sobre o modelo.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2026/09/09/inteligencia-artificial/chance-de-ia-levar-humanos-a-extincao-supera-10-diz-especialista-de-startup/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Chance de IA levar humanos a extinção supera 10%, diz especialista de startup</a></li>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2026/09/07/inteligencia-artificial/cientista-chefe-da-openai-pede-cautela-com-avanco-da-ia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cientista-chefe da OpenAI pede cautela com avanço da IA</a></li>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2026/09/10/inteligencia-artificial/conselheiro-da-openai-alerta-para-risco-de-perda-de-controle-da-ia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mais um? Conselheiro da OpenAI alerta que IA pode sair do controle</a></li>
</ul>
<p>A liberação foi confirmada nesta quinta-feira (10). A ENISA recebeu acesso ao sistema e já iniciou os testes neste mês.</p>
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Após nossa colaboração construtiva com a Anthropic, podemos confirmar que a agência de cibersegurança da UE, a ENISA, recebeu acesso ao Mythos 5 e já está realizando testes.</p>
<p><cite>Thomas Regnier, porta-voz da Comissão Europeia para Assuntos Digitais, em nota.</cite></p></blockquote>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Pesquisa-ChatGPT-1024x576.jpg" alt="Pessoa fazendo pesquisa no ChatGPT" class="wp-image-1371159" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Pesquisa-ChatGPT-1024x576.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Pesquisa-ChatGPT-300x169.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Pesquisa-ChatGPT-768x432.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Pesquisa-ChatGPT-1536x864.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Pesquisa-ChatGPT-2048x1152.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Pesquisa-ChatGPT-1920x1080.jpg 1920w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Pesquisa-ChatGPT-1280x720.jpg 1280w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Pesquisa-ChatGPT-150x84.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption"><em>Além do Mythos 5, a agência europeia ENISA também avalia modelos como o GPT-5.6 Cyber e o GPT-6-Astra da OpenAI.</em> – Imagem: Nwz/Shutterstock</figcaption></figure>
</div>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-que-a-ue-vai-avaliar">O que a UE vai avaliar?</h2>
<p>Os testes permitirão à ENISA examinar o comportamento do Mythos 5 e suas capacidades relacionadas à segurança cibernética. O modelo é capaz de identificar vulnerabilidades em códigos, característica que está no centro das preocupações sobre seu uso.</p>
<p>Entre os aspectos envolvidos estão:</p>
<ul>
<li>A capacidade de identificar vulnerabilidades em códigos;</li>
<li>Os riscos associados a essas capacidades;</li>
<li>As possíveis implicações para a segurança cibernética;</li>
<li>O comportamento do modelo durante os testes da ENISA.</li>
</ul>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-openai-tambem-liberou-modelos">OpenAI também liberou modelos</h2>
<p>O Mythos 5 não é o primeiro modelo avançado ao qual a agência europeia teve acesso. A ENISA já havia recebido acesso a sistemas da OpenAI, incluindo o GPT-5.6 Cyber e o GPT-6-ASTRA.</p>
<p>Com o acesso ao modelo da Anthropic, a agência passa a testar diretamente outra inteligência artificial avançada cuja capacidade de encontrar vulnerabilidades em códigos provocou preocupações de segurança e levou a restrições em sua distribuição.</p>
<p>O post <a href="https://olhardigital.com.br/2026/09/10/seguranca/anthropic-cede-a-pressao-e-libera-ia-mythos-5-para-testes-de-ciberseguranca-por-orgaos-europeus/">Anthropic cede à pressão e libera IA Mythos 5 para testes de cibersegurança por órgãos europeus</a> apareceu primeiro em <a href="https://olhardigital.com.br/">Olhar Digital</a>.</p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Anthropic: Mythos encontra vulnerabilidades em algoritmos de criptografia</title>
		<link>https://www.infratic.com.br/anthropic-mythos-encontra-vulnerabilidades-em-algoritmos-de-criptografia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[desenv01]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 20:08:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[anthropic]]></category>
		<category><![CDATA[claude]]></category>
		<category><![CDATA[Claude Mythos]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[mythos]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança e Privacidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.infratic.com.br/anthropic-mythos-encontra-vulnerabilidades-em-algoritmos-de-criptografia/</guid>

					<description><![CDATA[O Claude Mythos Preview, modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido pela Anthropic, conseguiu identificar novas formas de explorar vulnerabilidades em uma versão simplificada de um dos algoritmos de criptografia mais utilizados no mundo, o Advanced Encryption Standard (AES). A descoberta, anunciada pela empresa nesta terça-feira (28), reforça as preocupações sobre os impactos que modelos de IA cada vez mais avançados podem ter na segurança cibernética global. Segundo os pesquisadores da Anthropic, o modelo foi capaz de descobrir métodos inéditos para atacar algoritmos criptográficos responsáveis por proteger desde transações bancárias online e comunicações privadas até informações sigilosas de governos contra hackers e outros agentes mal-intencionados. O estudo indica que a IA pode, no futuro, desafiar princípios fundamentais sobre os quais a internet foi construída. Embora especialistas já esperem que a IA transforme diversos setores, os avanços têm sido especialmente rápidos nas áreas de programação e segurança digital. Apesar da relevância da descoberta, a Anthropic ressalta que não há risco imediato para os sistemas atualmente em uso. As vulnerabilidades encontradas dizem respeito apenas a uma versão enfraquecida do AES, utilizada em pesquisas para avaliar a resistência de algoritmos criptográficos. AES e testes de confiabilidade O AES é um protocolo amplamente empregado para proteger o tráfego da internet, redes sem fio, sistemas de armazenamento de dados e diversos outros serviços digitais; Testar versões simplificadas desses algoritmos é uma prática comum entre pesquisadores para entender se computadores mais poderosos poderão, no futuro, quebrar os padrões reais de criptografia; A lógica é semelhante à de resolver um problema matemático mais simples para identificar padrões que possam ser aplicados a desafios muito mais complexos. Durante os testes, o Claude Mythos Preview conseguiu romper essa versão reduzida do AES utilizando um método que, segundo a Anthropic, tornou o ataque entre 200 e mil vezes mais rápido do que as melhores técnicas desenvolvidas anteriormente por pesquisadores humanos. Embora as consequências imediatas sejam limitadas, os pesquisadores afirmam que as implicações de longo prazo podem ser significativas. Em testes anteriores, modelos de linguagem de grande porte não conseguiam igualar o desempenho de especialistas humanos em pesquisas criptográficas, um campo altamente dependente de matemática avançada. A rápida evolução dessas ferramentas, no entanto, sugere um cenário em que futuros modelos poderão superar proteções de segurança consideradas essenciais para praticamente toda a infraestrutura da internet. Nicholas Carlini, cientista de pesquisa da Anthropic que participou dos testes de criptografia e anteriormente trabalhou na divisão de IA do Google, afirmou que a evolução dos modelos foi muito mais rápida do que esperava. “Eles não conseguiam resolver problemas que eu conseguia quando tinha 16 anos”, disse Carlini em entrevista ao The New York Times. “Agora eles estão realizando pesquisas de ponta que nunca haviam sido descobertas na área.” Os avanços recentes dos chamados modelos de fronteira também vêm despertando preocupação entre governos de diversos países, incluindo o governo do presidente Donald Trump, principalmente devido às capacidades relacionadas à segurança cibernética. Quando o Claude Mythos foi apresentado, em abril, demonstrou tanta eficiência para encontrar e explorar falhas em softwares que a Anthropic decidiu restringir seu acesso a órgãos governamentais e organizações selecionadas, buscando reduzir o risco de uma possível catástrofe digital em escala global. Leia mais: Claude.AI: como usar inteligência artificial Claude IA: 4 coisas que o chatbot pode fazer que o ChatGPT não consegue Sua conversa com uma IA pode aparecer no Google? Entenda o caso Mythos é da Anthropic – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock Embora o governo Trump tenha adotado inicialmente uma postura de pouca intervenção na regulamentação da IA, a administração passou a adotar um modelo de supervisão mais flexível. Atualmente, diversas empresas estadunidenses submetem seus modelos ao governo antes do lançamento público. O Mythos continua indisponível para o público em geral. As preocupações aumentaram novamente na semana passada, quando a OpenAI revelou que alguns de seus modelos conseguiram escapar de um ambiente de testes isolado, conhecido como sandbox, criado justamente para impedir acesso à internet. Segundo a empresa, os sistemas invadiram uma biblioteca digital de IA na tentativa de obter respostas para um exame que avaliava suas capacidades. Autoridades de inteligência dos Estados Unidos e de países ocidentais alertam há décadas que uma eventual quebra dos atuais padrões de criptografia teria consequências profundas para a privacidade digital e para a segurança nacional. Há suspeitas, por exemplo, de que a China tenha armazenado grandes volumes de dados criptografados com a expectativa de conseguir decifrá-los futuramente. Ao mesmo tempo, a disputa tecnológica entre Estados Unidos e China pelo desenvolvimento de computadores quânticos capazes de romper os protocolos modernos de criptografia aumentou ainda mais essas preocupações. Além da descoberta envolvendo o AES, o Claude Mythos também desenvolveu uma técnica aprimorada de ataque contra outro sistema criptográfico chamado HAWK, projetado para resistir tanto a computadores convencionais quanto a futuros computadores quânticos. Embora o HAWK ainda não esteja em uso, ele está sendo avaliado pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST, na sigla em inglês) como um possível novo padrão criptográfico. Segundo a Anthropic, os próprios autores do HAWK validaram o ataque desenvolvido pela IA, enquanto criptógrafos independentes revisaram a descoberta relacionada ao AES. A empresa informou ainda que compartilhou os resultados com o governo estadunidense e parceiros da indústria antes da publicação do estudo. A Anthropic afirma que o Claude Mythos elaborou praticamente de forma autônoma o novo ataque contra o AES. Inicialmente, porém, o modelo recusou-se a analisar o problema por acreditar que seria impossível superar os métodos existentes. Após receber novos incentivos dos pesquisadores, permaneceu cerca de uma semana trabalhando na questão até desenvolver a técnica inédita. Em seguida, dois pesquisadores humanos passaram quase um mês verificando se o método estava correto. A criptografia é considerada um dos pilares da internet moderna, protegendo praticamente todas as atividades realizadas no ambiente digital. Algumas das técnicas ainda utilizadas atualmente guardam segredos do mundo desde a década de 1970. Já a criptografia quântica, baseada em propriedades da física quântica, é considerada teoricamente impossível de ser quebrada. Adotado como padrão oficial do governo dos Estados Unidos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>O <a href="https://olhardigital.com.br/tag/claude-mythos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Claude Mythos</a> Preview, modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido pela <a href="https://olhardigital.com.br/tag/anthropic" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anthropic</a>, conseguiu identificar novas formas de explorar vulnerabilidades em uma versão simplificada de um dos algoritmos de criptografia mais utilizados no mundo, o Advanced Encryption Standard (AES).</p>
<p>A descoberta, anunciada pela empresa nesta terça-feira (28), reforça as preocupações sobre os impactos que modelos de <a href="https://olhardigital.com.br/tag/inteligencia-artificial" target="_blank" rel="noreferrer noopener">IA</a> cada vez mais avançados podem ter na segurança cibernética global.</p>
<p>Segundo os pesquisadores da Anthropic, o modelo foi capaz de descobrir métodos inéditos para atacar algoritmos criptográficos responsáveis por proteger desde transações bancárias online e comunicações privadas até informações sigilosas de governos contra hackers e outros agentes mal-intencionados.</p>
<p>O estudo indica que a IA pode, no futuro, desafiar princípios fundamentais sobre os quais a internet foi construída. Embora especialistas já esperem que a IA transforme diversos setores, os avanços têm sido especialmente rápidos nas áreas de programação e segurança digital.</p>
<p>Apesar da relevância da descoberta, a Anthropic ressalta que não há risco imediato para os sistemas atualmente em uso. As vulnerabilidades encontradas dizem respeito apenas a uma versão enfraquecida do AES, utilizada em pesquisas para avaliar a resistência de algoritmos criptográficos.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-aes-e-testes-de-confiabilidade">AES e testes de confiabilidade</h2>
<ul>
<li>O AES é um protocolo amplamente empregado para proteger o tráfego da internet, redes sem fio, sistemas de armazenamento de dados e diversos outros serviços digitais;</li>
<li>Testar versões simplificadas desses algoritmos é uma prática comum entre pesquisadores para entender se computadores mais poderosos poderão, no futuro, quebrar os padrões reais de criptografia;</li>
<li>A lógica é semelhante à de resolver um problema matemático mais simples para identificar padrões que possam ser aplicados a desafios muito mais complexos.</li>
</ul>
<p>Durante os testes, o Claude Mythos Preview conseguiu romper essa versão reduzida do AES utilizando um método que, segundo a Anthropic, tornou o ataque entre 200 e mil vezes mais rápido do que as melhores técnicas desenvolvidas anteriormente por pesquisadores humanos.</p>
<p>Embora as consequências imediatas sejam limitadas, os pesquisadores afirmam que as implicações de longo prazo podem ser significativas.</p>
<p>Em testes anteriores, modelos de linguagem de grande porte não conseguiam igualar o desempenho de especialistas humanos em pesquisas criptográficas, um campo altamente dependente de matemática avançada.</p>
<p>A rápida evolução dessas ferramentas, no entanto, sugere um cenário em que futuros modelos poderão superar proteções de segurança consideradas essenciais para praticamente toda a infraestrutura da internet.</p>
<p>Nicholas Carlini, cientista de pesquisa da Anthropic que participou dos testes de criptografia e anteriormente trabalhou na divisão de IA do Google, afirmou que a evolução dos modelos foi muito mais rápida do que esperava.</p>
<p>“Eles não conseguiam resolver problemas que eu conseguia quando tinha 16 anos”, disse Carlini em entrevista ao <em><a href="https://www.nytimes.com/2026/07/28/us/politics/anthropic-ai-encryption-security-aes.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">The New York Times</a></em>. “Agora eles estão realizando pesquisas de ponta que nunca haviam sido descobertas na área.”</p>
<p>Os avanços recentes dos chamados modelos de fronteira também vêm despertando preocupação entre governos de diversos países, incluindo o governo do presidente Donald Trump, principalmente devido às capacidades relacionadas à segurança cibernética.</p>
<p>Quando o Claude Mythos foi apresentado, em abril, demonstrou tanta eficiência para encontrar e explorar falhas em softwares que a Anthropic decidiu restringir seu acesso a órgãos governamentais e organizações selecionadas, buscando reduzir o risco de uma possível catástrofe digital em escala global.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2024/10/18/dicas-e-tutoriais/claude-ai-como-usar-inteligencia-artificial/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Claude.AI: como usar inteligência artificial</a></li>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2023/08/24/dicas-e-tutoriais/claude-ia-4-coisas-que-o-chatbot-pode-fazer-que-o-chatgpt-nao-consegue/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Claude IA: 4 coisas que o chatbot pode fazer que o ChatGPT não consegue</a></li>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2026/07/28/inteligencia-artificial/sua-conversa-com-uma-ia-pode-aparecer-no-google-entenda-o-caso/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sua conversa com uma IA pode aparecer no Google? Entenda o caso</a></li>
</ul>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="585" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2026/07/anthropic-1-1024x585.jpg" alt="Logo da Anthropic em uma parede com pessoas ao redor" class="wp-image-1353318" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/07/anthropic-1-1024x585.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/07/anthropic-1-300x171.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/07/anthropic-1-768x439.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/07/anthropic-1-1536x877.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/07/anthropic-1-2048x1170.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/07/anthropic-1-150x86.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption">Mythos é da Anthropic – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock</figcaption></figure>
</div>
<p>Embora o governo Trump tenha adotado inicialmente uma postura de pouca intervenção na regulamentação da IA, a administração passou a adotar um modelo de supervisão mais flexível. Atualmente, diversas empresas estadunidenses submetem seus modelos ao governo antes do lançamento público. O Mythos continua indisponível para o público em geral.</p>
<p>As preocupações aumentaram novamente na semana passada, quando a OpenAI revelou que alguns de seus modelos conseguiram escapar de um ambiente de testes isolado, conhecido como sandbox, criado justamente para impedir acesso à internet. Segundo a empresa, os sistemas invadiram uma biblioteca digital de IA na tentativa de obter respostas para um exame que avaliava suas capacidades.</p>
<p>Autoridades de inteligência dos Estados Unidos e de países ocidentais alertam há décadas que uma eventual quebra dos atuais padrões de criptografia teria consequências profundas para a privacidade digital e para a segurança nacional.</p>
<p>Há suspeitas, por exemplo, de que a China tenha armazenado grandes volumes de dados criptografados com a expectativa de conseguir decifrá-los futuramente. Ao mesmo tempo, a disputa tecnológica entre Estados Unidos e China pelo desenvolvimento de computadores quânticos capazes de romper os protocolos modernos de criptografia aumentou ainda mais essas preocupações.</p>
<p>Além da descoberta envolvendo o AES, o Claude Mythos também desenvolveu uma técnica aprimorada de ataque contra outro sistema criptográfico chamado HAWK, projetado para resistir tanto a computadores convencionais quanto a futuros computadores quânticos.</p>
<p>Embora o HAWK ainda não esteja em uso, ele está sendo avaliado pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST, na sigla em inglês) como um possível novo padrão criptográfico. </p>
<p>Segundo a Anthropic, os próprios autores do HAWK validaram o ataque desenvolvido pela IA, enquanto criptógrafos independentes revisaram a descoberta relacionada ao AES. A empresa informou ainda que compartilhou os resultados com o governo estadunidense e parceiros da indústria antes da publicação do estudo.</p>
<p>A Anthropic afirma que o Claude Mythos elaborou praticamente de forma autônoma o novo ataque contra o AES. Inicialmente, porém, o modelo recusou-se a analisar o problema por acreditar que seria impossível superar os métodos existentes.</p>
<p>Após receber novos incentivos dos pesquisadores, permaneceu cerca de uma semana trabalhando na questão até desenvolver a técnica inédita. Em seguida, dois pesquisadores humanos passaram quase um mês verificando se o método estava correto.</p>
<p>A criptografia é considerada um dos pilares da internet moderna, protegendo praticamente todas as atividades realizadas no ambiente digital. Algumas das técnicas ainda utilizadas atualmente guardam segredos do mundo desde a década de 1970. Já a criptografia quântica, baseada em propriedades da física quântica, é considerada teoricamente impossível de ser quebrada.</p>
<p>Adotado como padrão oficial do governo dos Estados Unidos em 2001, o AES era amplamente visto como praticamente inviolável. Os métodos tradicionais de força bruta, nos quais computadores tentam adivinhar combinações de senhas ou chaves de criptografia por tentativa e erro, são considerados incapazes de derrotar o algoritmo. Estima-se que o AES possua um número de combinações de chaves comparável ao número de átomos existentes no universo observável.</p>
<p>Mesmo assim, o avanço acelerado da IA tem superado expectativas que muitos especialistas julgavam inalcançáveis poucos anos atrás. Esse progresso alimenta preocupações de que, no futuro, os fundamentos matemáticos que sustentam os atuais padrões de segurança da internet possam se tornar vulneráveis mesmo antes de os computadores quânticos se tornarem realidade.</p>
<p>“Dado que estamos constantemente subestimando o poder e o tempo necessário para que futuros modelos estejam disponíveis, será que realmente estamos confortáveis em acreditar que, daqui a dois anos, a criptografia forte não estará ameaçada?”, questionou Glenn S. Gerstell, ex-conselheiro-geral da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês).</p>
<p>“Os matemáticos diriam que, com o poder computacional atual, não deveria ser possível quebrar uma criptografia forte em um tempo relevante”, acrescentou Gerstell, que ajudou a elaborar um relatório sobre criptologia em 2022.</p>
<p>“Mas não acho que as capacidades dos modelos futuros no médio prazo — antes da computação quântica ou da criptografia resistente à computação quântica — devam ser descartadas como algo trivial nesse contexto.”</p>
<p>O post <a href="https://olhardigital.com.br/2026/07/28/seguranca/anthropic-mythos-encontra-vulnerabilidades-em-algoritmos-de-criptografia/">Anthropic: Mythos encontra vulnerabilidades em algoritmos de criptografia</a> apareceu primeiro em <a href="https://olhardigital.com.br/">Olhar Digital</a>.</p>
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		<title>EUA: agência usa IA da Anthropic para encontrar falhas em sistemas do governo</title>
		<link>https://www.infratic.com.br/eua-agencia-usa-ia-da-anthropic-para-encontrar-falhas-em-sistemas-do-governo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[desenv01]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 01:33:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[anthropic]]></category>
		<category><![CDATA[Claude Mythos]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[mythos]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança e Privacidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.infratic.com.br/eua-agencia-usa-ia-da-anthropic-para-encontrar-falhas-em-sistemas-do-governo/</guid>

					<description><![CDATA[A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA, na sigla em inglês) está utilizando o modelo de inteligência artificial Mythos, desenvolvido pela Anthropic, para auditar códigos de software do governo em busca de vulnerabilidades de segurança. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (6) por três fontes com conhecimento do assunto à Reuters. Segundo as fontes, a ferramenta está sendo empregada para analisar repositórios de código do governo estadunidense em busca de falhas que possam ser exploradas por espiões estrangeiros ou criminosos cibernéticos. De acordo com uma das fontes, o trabalho de análise está sendo conduzido pela equipe Attack Surface Evaluation, unidade da CISA responsável por realizar avaliações de segurança digital e exercícios de invasão em órgãos do governo. Duas das fontes afirmaram que as auditorias já identificaram um grande número de vulnerabilidades, mas não forneceram detalhes. A Reuters não conseguiu confirmar quanto código-fonte já foi analisado nem a quantidade, a natureza ou a gravidade das falhas encontradas. Relação conturbada entre Anthropic e governo dos EUA A utilização do Mythos pela CISA ocorre em meio a uma relação marcada por tensões entre a Anthropic e o governo dos Estados Unidos. A empresa, sediada em San Francisco e que apresentou de forma confidencial um pedido de abertura de capital (IPO) nos Estados Unidos, enfrentou um dos momentos mais delicados dessa relação em fevereiro, quando se recusou a remover mecanismos de proteção que impediam que sua inteligência artificial fosse utilizada em armas autônomas ou em sistemas de vigilância doméstica. Como consequência, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos classificou formalmente a Anthropic como um risco para a cadeia de suprimentos, uma designação que, até então, havia sido aplicada apenas a empresas estrangeiras suspeitas de facilitar atividades de espionagem. Essa medida acabou sendo bloqueada por um juiz em março. Desde então, o conflito diminuiu após o lançamento privado do Mythos, modelo de inteligência artificial descrito como altamente capaz de identificar e explorar vulnerabilidades de segurança cibernética. Outras agências federais também estariam utilizando a IA da Anthropic – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock Leia mais: 4 melhores inteligências artificiais para criar e editar vídeos Como evitar o mal da IA degenerativa? Anthropic pretende desenvolver medicamentos com uso de IA NSA também testa modelo Segundo informações publicadas anteriormente pelo Axios, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) utiliza o Mythos desde pelo menos abril, mesmo durante o período em que a classificação de risco ainda estava em vigor. No fim do mês passado, o jornal The New York Times informou que analistas da NSA vinham testando o modelo em ambientes classificados e haviam ficado impressionados com suas capacidades. Posteriormente, a Anthropic lançou uma versão pública do Mythos chamada Fable, que, segundo a empresa, incluía mecanismos de proteção voltados para segurança cibernética. Após esse lançamento, a Casa Branca exigiu que a Anthropic impedisse o acesso de usuários estrangeiros ao modelo. A decisão provocou uma suspensão global da ferramenta, que só foi encerrada na semana passada. O que dizem os citados A Reuters procurou a Anthropic, que não respondeu aos questionamentos sobre a iniciativa. Um representante da CISA informou no mês passado que verificaria se havia informações que poderiam ser compartilhadas sobre o projeto, mas não respondeu aos contatos posteriores. Por fim, a NSA não quis comentar o assunto. O post EUA: agência usa IA da Anthropic para encontrar falhas em sistemas do governo apareceu primeiro em Olhar Digital.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA, na sigla em inglês) está utilizando o modelo de inteligência artificial <a href="https://olhardigital.com.br/tag/mythos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mythos</a>, desenvolvido pela <a href="https://olhardigital.com.br/tag/anthropic" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anthropic</a>, para auditar códigos de software do governo em busca de vulnerabilidades de segurança. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (6) por três fontes com conhecimento do assunto à <em><a href="https://www.reuters.com/world/us-cyber-agency-is-using-anthropics-mythos-audit-government-code-sources-say-2026-07-06/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Reuters</a></em>.</p>
<p>Segundo as fontes, a ferramenta está sendo empregada para analisar repositórios de código do governo estadunidense em busca de falhas que possam ser exploradas por espiões estrangeiros ou criminosos cibernéticos.</p>
<p>De acordo com uma das fontes, o trabalho de análise está sendo conduzido pela equipe Attack Surface Evaluation, unidade da CISA responsável por realizar avaliações de segurança digital e exercícios de invasão em órgãos do governo.</p>
<p>Duas das fontes afirmaram que as auditorias já identificaram um grande número de vulnerabilidades, mas não forneceram detalhes. A Reuters não conseguiu confirmar quanto código-fonte já foi analisado nem a quantidade, a natureza ou a gravidade das falhas encontradas.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-relacao-conturbada-entre-anthropic-e-governo-dos-eua">Relação conturbada entre Anthropic e governo dos EUA</h2>
<p>A utilização do Mythos pela CISA ocorre em meio a uma relação marcada por tensões entre a Anthropic e o governo dos Estados Unidos.</p>
<p>A empresa, sediada em San Francisco e que apresentou de forma confidencial um pedido de abertura de capital (IPO) nos Estados Unidos, enfrentou um dos momentos mais delicados dessa relação em fevereiro, quando se recusou a remover mecanismos de proteção que impediam que sua inteligência artificial fosse utilizada em armas autônomas ou em sistemas de vigilância doméstica.</p>
<p>Como consequência, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos classificou formalmente a Anthropic como um risco para a cadeia de suprimentos, uma designação que, até então, havia sido aplicada apenas a empresas estrangeiras suspeitas de facilitar atividades de espionagem.</p>
<p>Essa medida acabou sendo bloqueada por um juiz em março. Desde então, o conflito diminuiu após o lançamento privado do Mythos, modelo de inteligência artificial descrito como altamente capaz de identificar e explorar vulnerabilidades de segurança cibernética.</p>
</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="681" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2026/05/anthropic-2-1024x681.jpg" alt="Logo da Anthropic em um smartphone na horizontal" class="wp-image-1320820" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/anthropic-2-1024x681.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/anthropic-2-300x200.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/anthropic-2-768x511.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/anthropic-2-1536x1022.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/anthropic-2-2048x1362.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/anthropic-2-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption">Outras agências federais também estariam utilizando a IA da Anthropic – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock</figcaption></figure>
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<p><strong>Leia mais:</strong></p>
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<li><a href="https://olhardigital.com.br/2025/10/05/dicas-e-tutoriais/4-melhores-inteligencias-artificiais-para-criar-e-editar-videos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">4 melhores inteligências artificiais para criar e editar vídeos</a></li>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2025/06/09/dicas-e-tutoriais/como-evitar-o-mal-da-ia-degenerativa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Como evitar o mal da IA degenerativa?</a></li>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2026/07/03/inteligencia-artificial/anthropic-pretende-desenvolver-medicamentos-com-uso-de-ia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anthropic pretende desenvolver medicamentos com uso de IA</a></li>
</ul>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-nsa-tambem-testa-modelo">NSA também testa modelo</h2>
<p>Segundo informações publicadas anteriormente pelo Axios, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) utiliza o Mythos desde pelo menos abril, mesmo durante o período em que a classificação de risco ainda estava em vigor.</p>
<p>No fim do mês passado, o jornal The New York Times informou que analistas da NSA vinham testando o modelo em ambientes classificados e haviam ficado impressionados com suas capacidades.</p>
<p>Posteriormente, a Anthropic lançou uma versão pública do Mythos chamada Fable, que, segundo a empresa, incluía mecanismos de proteção voltados para segurança cibernética.</p>
<p>Após esse lançamento, a Casa Branca exigiu que a Anthropic impedisse o acesso de usuários estrangeiros ao modelo. A decisão provocou uma suspensão global da ferramenta, que só foi encerrada na semana passada.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-que-dizem-os-citados">O que dizem os citados</h2>
<p>A <em>Reuters</em> procurou a Anthropic, que não respondeu aos questionamentos sobre a iniciativa. Um representante da CISA informou no mês passado que verificaria se havia informações que poderiam ser compartilhadas sobre o projeto, mas não respondeu aos contatos posteriores. Por fim, a NSA não quis comentar o assunto.</p>
<p>O post <a href="https://olhardigital.com.br/2026/07/06/seguranca/eua-agencia-usa-ia-da-anthropic-para-encontrar-falhas-em-sistemas-do-governo/">EUA: agência usa IA da Anthropic para encontrar falhas em sistemas do governo</a> apareceu primeiro em <a href="https://olhardigital.com.br/">Olhar Digital</a>.</p>
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		<title>Nova IA da Anthropic faz IBM investir US$ 5 bilhões em cibersegurança</title>
		<link>https://www.infratic.com.br/nova-ia-da-anthropic-faz-ibm-investir-us-5-bilhoes-em-ciberseguranca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[desenv01]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 19:25:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[anthropic]]></category>
		<category><![CDATA[Claude Mythos]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança e Privacidade]]></category>
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					<description><![CDATA[O CEO da IBM, Arvind Krishna, revelou que o novo modelo de inteligência artificial da Anthropic, chamado Mythos, foi o fator crucial para a empresa aprovar um investimento massivo de US$ 5 bilhões em uma nova frente de cibersegurança. O aporte, anunciado nesta quinta-feira (28), tem como objetivo principal mitigar vulnerabilidades críticas em softwares de código aberto (open-source). Em entrevista exclusiva à CNBC, Krishna foi direto: “O Mythos foi o fator desencadeador crucial para isso”. A iniciativa foi batizada internamente de Projeto Lightwell e contará com a participação direta da Red Hat, subsidiária da IBM especializada em soluções de código aberto. Wall Street adota o projeto contra ameaças da IA Os softwares de código aberto são amplamente utilizados por corporações globais devido ao seu baixo custo e facilidade de acesso. No entanto, a capacidade sem precedentes das novas ferramentas de IA de varrer e encontrar brechas nesses códigos acendeu um sinal de alerta no setor financeiro. Grandes bancos dos Estados Unidos já se posicionaram como adotantes iniciais do Projeto Lightwell. Entre as instituições que assinaram o acordo estão: Goldman Sachs; Morgan Stanley; JPMorgan Chase; Bank of America. Segundo o CEO da IBM, os bancos utilizarão as novas ferramentas para identificar onde existem vulnerabilidades em seus sistemas e antecipar ameaças antes mesmo que uma correção oficial de software esteja disponível no mercado. O perigo do modelo Mythos e o exército de engenheiros A IBM teve acesso antecipado ao potencial do Mythos por integrar o Projeto Glasswing – um programa restrito que realiza testes de segurança com a IA da Anthropic antes de seu lançamento geral. Krishna explicou que os grandes modelos de linguagem (LLMs) atuais tornaram-se “notavelmente ágeis em encontrar vulnerabilidades” tanto em códigos proprietários quanto em abertos. Para responder à altura do desafio físico e digital colocado por essa nova classe de IA, a IBM e a Red Hat estão alocando uma força-tarefa de 20 mil engenheiros de software dedicados exclusivamente a ajudar empresas parceiras a blindarem seus sistemas. Apesar do movimento agressivo, Krishna afirmou enxergar as empresas tradicionais de segurança digital mais como aliadas do que concorrentes. “Eles são ótimos em proteger o perímetro, são ótimos em descobrir o que está acontecendo, mas não fazem atualizações de segurança nem protegem outros softwares”, disse Krishna. “Então, acho que isso é um ótimo complemento ao que eles fazem”, explicou o executivo à CNBC. Computação quântica e valorização de mercado O anúncio do investimento bilionário impulsionou as ações da IBM na bolsa de valores. A valorização soma-se ao excelente momento da empresa no mercado financeiro, que viu seus papéis saltarem 12% na semana passada após o governo dos EUA confirmar um aporte de US$ 1 bilhão para a criação de um polo nacional de fabricação de chips quânticos em parceria com a companhia. Krishna reforçou a importância estratégica desse movimento de infraestrutura de longo prazo, de olho na próxima década. “Acreditamos que ter capacidade de produção no país é extremamente importante para a computação quântica e para a segurança nacional. … Se a computação quântica atingir um patamar próximo ao que prevejo para o início da década de 2030, precisaremos expandir essa capacidade consideravelmente”, concluiu. O post Nova IA da Anthropic faz IBM investir US$ 5 bilhões em cibersegurança apareceu primeiro em Olhar Digital.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>O <strong>CEO da IBM</strong>, Arvind Krishna, revelou que o novo modelo de inteligência artificial da Anthropic, chamado <strong><a href="https://olhardigital.com.br/2026/04/16/inteligencia-artificial/anthropic-lanca-claude-opus-4-7-para-o-publico-e-prepara-terreno-para-o-poderoso-mythos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mythos</a></strong>, foi o fator crucial para a empresa aprovar um <strong>investimento massivo de US$ 5 bilhões em uma nova frente de cibersegurança</strong>. O aporte, anunciado nesta quinta-feira (28), tem como objetivo principal mitigar vulnerabilidades críticas em softwares de código aberto (<em>open-source</em>).</p>
<p>Em entrevista exclusiva à <em><a href="https://www.cnbc.com/2026/05/28/ibm-mythos-open-source-cybersecurity.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CNBC</a></em>, Krishna foi direto: “O Mythos foi o fator desencadeador crucial para isso”. A iniciativa foi batizada internamente de <strong>Projeto Lightwell</strong> e contará com a participação direta da Red Hat, subsidiária da IBM especializada em soluções de código aberto.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-wall-street-adota-o-projeto-contra-ameacas-da-ia">Wall Street adota o projeto contra ameaças da IA</h2>
<p>Os softwares de código aberto são amplamente utilizados por corporações globais devido ao seu baixo custo e facilidade de acesso. No entanto, a capacidade sem precedentes das novas ferramentas de IA de varrer e encontrar brechas nesses códigos acendeu um sinal de alerta no setor financeiro.</p>
<p>Grandes bancos dos Estados Unidos já se posicionaram como adotantes iniciais do Projeto Lightwell. Entre as instituições que assinaram o acordo estão:</p>
<ul>
<li>Goldman Sachs;</li>
<li>Morgan Stanley;</li>
<li>JPMorgan Chase;</li>
<li>Bank of America.</li>
</ul>
<p>Segundo o CEO da IBM, os bancos utilizarão as novas ferramentas para identificar onde existem vulnerabilidades em seus sistemas e antecipar ameaças antes mesmo que uma correção oficial de software esteja disponível no mercado.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-perigo-do-modelo-mythos-e-o-exercito-de-engenheiros">O perigo do modelo Mythos e o exército de engenheiros</h2>
<p>A IBM teve acesso antecipado ao potencial do Mythos por integrar o Projeto Glasswing – um programa restrito que realiza testes de segurança com a IA da Anthropic antes de seu lançamento geral. Krishna explicou que os grandes modelos de linguagem (LLMs) atuais tornaram-se “notavelmente ágeis em encontrar vulnerabilidades” tanto em códigos proprietários quanto em abertos.</p>
<p>Para responder à altura do desafio físico e digital colocado por essa nova classe de IA, a IBM e a Red Hat estão alocando uma força-tarefa de <strong>20 mil engenheiros de software</strong> dedicados exclusivamente a ajudar empresas parceiras a blindarem seus sistemas.</p>
<p>Apesar do movimento agressivo, Krishna afirmou enxergar as empresas tradicionais de segurança digital mais como aliadas do que concorrentes.</p>
<p>“Eles são ótimos em proteger o perímetro, são ótimos em descobrir o que está acontecendo, mas não fazem atualizações de segurança nem protegem outros softwares”, disse Krishna. “Então, acho que isso é um ótimo complemento ao que eles fazem”, explicou o executivo à <em>CNBC</em>.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-computacao-quantica-e-valorizacao-de-mercado">Computação quântica e valorização de mercado</h2>
<p>O anúncio do investimento bilionário impulsionou as ações da IBM na bolsa de valores. A valorização soma-se ao <a href="https://olhardigital.com.br/2026/05/28/pro/ibm-vai-investir-us-10-bilhoes-em-computador-quantico-ate-2029/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">excelente momento da empresa</a> no mercado financeiro, que viu seus papéis saltarem 12% na semana passada após o governo dos EUA confirmar um aporte de US$ 1 bilhão para a criação de um polo nacional de fabricação de chips quânticos em parceria com a companhia.</p>
<p>Krishna reforçou a importância estratégica desse movimento de infraestrutura de longo prazo, de olho na próxima década. “Acreditamos que ter capacidade de produção no país é extremamente importante para a computação quântica e para a segurança nacional. … Se a computação quântica atingir um patamar próximo ao que prevejo para o início da década de 2030, precisaremos expandir essa capacidade consideravelmente”, concluiu.</p>
<p>O post <a href="https://olhardigital.com.br/2026/05/28/seguranca/nova-ia-da-anthropic-faz-ibm-investir-us-5-bilhoes-em-ciberseguranca/">Nova IA da Anthropic faz IBM investir US$ 5 bilhões em cibersegurança</a> apareceu primeiro em <a href="https://olhardigital.com.br/">Olhar Digital</a>.</p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Anthropic: Mythos encontrou mais de 10 mil vulnerabilidades em apenas um mês</title>
		<link>https://www.infratic.com.br/anthropic-mythos-encontrou-mais-de-10-mil-vulnerabilidades-em-apenas-um-mes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[desenv01]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 15:06:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[anthropic]]></category>
		<category><![CDATA[Claude Mythos]]></category>
		<category><![CDATA[mythos]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança e Privacidade]]></category>
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					<description><![CDATA[A Anthropic divulgou os primeiros resultados do Projeto Glasswing, iniciativa que usa inteligência artificial para identificar vulnerabilidades de software antes que elas sejam exploradas em ataques cibernéticos. Segundo a empresa, o Claude Mythos Preview ajudou parceiros da desenvolvedora a localizar mais de 10 mil falhas classificadas como críticas ou de alta gravidade em apenas um mês de operação. A companhia afirmou que a velocidade na descoberta de vulnerabilidades cresceu de forma exponencial. “O progresso na segurança de software costumava ser limitado pela rapidez com que conseguíamos encontrar novas vulnerabilidades. Agora, ele é limitado pela rapidez com que conseguimos verificar, divulgar e corrigir o grande número de vulnerabilidades encontradas pela IA”, escreveu. Entre os parceiros do projeto estão companhias como Cloudflare, Mozilla, Oracle, Palo Alto Networks, Amazon Web Services, Apple, Google, Nvidia, JPMorgan Chase e CrowdStrike. A Cloudflare informou ter encontrado cerca de 2 mil bugs usando o Mythos Preview, incluindo 400 considerados críticos ou de alta gravidade. A Mozilla relatou a identificação e correção de 271 vulnerabilidades no Firefox durante os testes com o modelo (número mais de dez vezes superior ao registrado em versões anteriores do navegador analisadas com outros modelos Claude). Segundo a Anthropic, diversos parceiros relataram aumento superior a dez vezes na taxa de detecção de falhas. A empresa também afirma que o modelo influenciou diretamente o aumento no volume de atualizações de segurança lançadas por gigantes da tecnologia. A Microsoft, por exemplo, já havia alertado que seus pacotes de correção continuariam crescendo “por algum tempo”. Anthropic revelou que ainda não tem planos de lançar o Mythos comercialmente – Imagem: gguy/Shutterstock Claude Mythos não será liberado ao público Apesar dos resultados positivos, a Anthropic informou que não pretende liberar o Mythos Preview ao público neste momento. A empresa afirma que ainda não existem salvaguardas robustas o suficiente para impedir o uso malicioso de modelos desse tipo. A desenvolvedora diz que pretende trabalhar com governos (incluindo os Estados Unidos e aliados) para ampliar o Projeto Glasswing enquanto desenvolve mecanismos de proteção antes de lançar “modelos da classe Mythos” comercialmente. O temor é que ferramentas altamente avançadas de detecção de falhas também possam ser usadas para acelerar ataques cibernéticos em larga escala. “A Glasswing ajuda os defensores cibernéticos mais importantes a obterem uma vantagem assimétrica”, afirmou a empresa. “Mas existe uma necessidade urgente de que o maior número possível de organizações reforce suas defesas cibernéticas”. Análise da Anthropic também revelou vulnerabilidades em sistemas de código aberto – Imagem: Anthropic IA de código aberto virou alvo de novas análises Além dos sistemas corporativos de seus parceiros, a Anthropic revelou que utilizou o Mythos Preview para analisar mais de mil projetos de código aberto usados amplamente na infraestrutura da internet. Segundo a empresa, o sistema identificou 23.019 possíveis vulnerabilidades, das quais 6.202 foram classificadas inicialmente como críticas ou de alta gravidade; Após processos de validação conduzidos pela própria Anthropic e por empresas independentes de segurança, 1.587 vulnerabilidades foram confirmadas como verdadeiras; Destas, 1.094 realmente apresentavam gravidade alta ou crítica. Um dos casos citados pela empresa envolve a biblioteca de criptografia wolfSSL, usada em bilhões de dispositivos. O Mythos Preview encontrou uma vulnerabilidade que permitiria a falsificação de certificados digitais, abrindo espaço para ataques capazes de simular sites legítimos de bancos ou provedores de e-mail. A falha já foi corrigida e recebeu o identificador CVE-2026-5194. Segundo a Anthropic, o principal gargalo agora não está mais na descoberta dos problemas, mas na capacidade humana de validar, relatar e corrigir as falhas encontradas pela IA. A empresa revelou ainda que o Mythos Preview já começou a ser usado além da busca por falhas de software. Segundo a empresa, um banco parceiro do Glasswing utilizou o sistema para detectar e impedir uma transferência fraudulenta de US$ 1,5 milhão após criminosos comprometerem a conta de e-mail de um cliente e realizarem chamadas telefônicas falsas. A desenvolvedora também anunciou novas ferramentas de segurança baseadas em IA para clientes corporativos do Claude Enterprise, incluindo sistemas automatizados de análise de código, identificação de vulnerabilidades e geração de sugestões de correção. O post Anthropic: Mythos encontrou mais de 10 mil vulnerabilidades em apenas um mês apareceu primeiro em Olhar Digital.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>A <a href="https://olhardigital.com.br/tag/anthropic/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anthropic</a> divulgou os <a href="https://www.anthropic.com/research/glasswing-initial-update" target="_blank" rel="noreferrer noopener">primeiros resultados do Projeto Glasswing</a>, iniciativa que usa inteligência artificial para identificar vulnerabilidades de software antes que elas sejam exploradas em ataques cibernéticos. Segundo a empresa, o Claude <a href="https://olhardigital.com.br/tag/mythos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mythos</a> Preview ajudou parceiros da desenvolvedora a localizar mais de 10 mil falhas classificadas como críticas ou de alta gravidade em apenas um mês de operação.</p>
<p>A companhia afirmou que a velocidade na descoberta de vulnerabilidades cresceu de forma exponencial. “O progresso na segurança de software costumava ser limitado pela rapidez com que conseguíamos encontrar novas vulnerabilidades. Agora, ele é limitado pela rapidez com que conseguimos verificar, divulgar e corrigir o grande número de vulnerabilidades encontradas pela IA”, escreveu.</p>
<p>Entre os parceiros do projeto estão companhias como Cloudflare, Mozilla, Oracle, Palo Alto Networks, Amazon Web Services, Apple, Google, Nvidia, JPMorgan Chase e CrowdStrike.</p>
<p>A Cloudflare informou ter encontrado cerca de 2 mil bugs usando o Mythos Preview, incluindo 400 considerados críticos ou de alta gravidade. A <a href="https://olhardigital.com.br/2026/03/06/seguranca/claude-da-anthropic-detecta-vulnerabilidades-graves-no-navegador-firefox/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mozilla relatou a identificação e correção</a> de 271 vulnerabilidades no Firefox durante os testes com o modelo (número mais de dez vezes superior ao registrado em versões anteriores do navegador analisadas com outros modelos Claude).</p>
<p>Segundo a Anthropic, diversos parceiros relataram aumento superior a dez vezes na taxa de detecção de falhas.</p>
<p>A empresa também afirma que o modelo influenciou diretamente o aumento no volume de atualizações de segurança lançadas por gigantes da tecnologia. A Microsoft, por exemplo, já havia alertado que seus pacotes de correção continuariam crescendo “por algum tempo”.</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Destaque-Anthropic-Claude-Mythos-1024x576.jpg" alt="Celular com logomarca do Claude Mythos na tela colocado em cima de teclado de notebook" class="wp-image-1328930" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Destaque-Anthropic-Claude-Mythos-1024x576.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Destaque-Anthropic-Claude-Mythos-300x169.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Destaque-Anthropic-Claude-Mythos-768x432.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Destaque-Anthropic-Claude-Mythos-1536x864.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Destaque-Anthropic-Claude-Mythos-2048x1152.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Destaque-Anthropic-Claude-Mythos-1920x1080.jpg 1920w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Destaque-Anthropic-Claude-Mythos-1280x720.jpg 1280w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Destaque-Anthropic-Claude-Mythos-150x84.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption">Anthropic revelou que ainda não tem planos de lançar o Mythos comercialmente – Imagem: gguy/Shutterstock</figcaption></figure>
</div>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-claude-mythos-nao-sera-liberado-ao-publico">Claude Mythos não será liberado ao público</h2>
<p>Apesar dos resultados positivos, a Anthropic informou que não pretende liberar o Mythos Preview ao público neste momento. A empresa afirma que ainda não existem salvaguardas robustas o suficiente para impedir o uso malicioso de modelos desse tipo.</p>
<p>A desenvolvedora diz que pretende trabalhar com governos (incluindo os Estados Unidos e aliados) para ampliar o Projeto Glasswing enquanto desenvolve mecanismos de proteção antes de lançar “modelos da classe Mythos” comercialmente. </p>
<p>O temor é que ferramentas altamente avançadas de detecção de falhas também possam ser usadas para acelerar ataques cibernéticos em larga escala.</p>
<p>“A Glasswing ajuda os defensores cibernéticos mais importantes a obterem uma vantagem assimétrica”, afirmou a empresa. “Mas existe uma necessidade urgente de que o maior número possível de organizações reforce suas defesas cibernéticas”.</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="632" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2026/05/claude-mythos-codigo-aberto-1024x632.jpg" alt="Análise da Anthropic sobre as vulnerabilidades de sistemas em código aberto" class="wp-image-1331678" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/claude-mythos-codigo-aberto-1024x632.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/claude-mythos-codigo-aberto-300x185.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/claude-mythos-codigo-aberto-768x474.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/claude-mythos-codigo-aberto-1536x948.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/claude-mythos-codigo-aberto-2048x1263.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/claude-mythos-codigo-aberto-150x93.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption">Análise da Anthropic também revelou vulnerabilidades em sistemas de código aberto – Imagem: Anthropic</figcaption></figure>
</div>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-ia-de-codigo-aberto-virou-alvo-de-novas-analises">IA de código aberto virou alvo de novas análises</h2>
<p>Além dos sistemas corporativos de seus parceiros, a Anthropic revelou que utilizou o Mythos Preview para analisar mais de mil projetos de código aberto usados amplamente na infraestrutura da internet.</p>
<ul>
<li>Segundo a empresa, o sistema identificou 23.019 possíveis vulnerabilidades, das quais 6.202 foram classificadas inicialmente como críticas ou de alta gravidade;</li>
<li>Após processos de validação conduzidos pela própria Anthropic e por empresas independentes de segurança, 1.587 vulnerabilidades foram confirmadas como verdadeiras;</li>
<li>Destas, 1.094 realmente apresentavam gravidade alta ou crítica.</li>
</ul>
<p>Um dos casos citados pela empresa envolve a biblioteca de criptografia wolfSSL, usada em bilhões de dispositivos. O Mythos Preview encontrou uma vulnerabilidade que permitiria a falsificação de certificados digitais, abrindo espaço para ataques capazes de simular sites legítimos de bancos ou provedores de e-mail. A falha já foi corrigida e recebeu o identificador CVE-2026-5194.</p>
<p>Segundo a Anthropic, o principal gargalo agora não está mais na descoberta dos problemas, mas na capacidade humana de validar, relatar e corrigir as falhas encontradas pela IA. </p>
<p>A empresa revelou ainda que o Mythos Preview já começou a ser usado além da busca por falhas de software. Segundo a empresa, um banco parceiro do Glasswing utilizou o sistema para detectar e impedir uma transferência fraudulenta de US$ 1,5 milhão após criminosos comprometerem a conta de e-mail de um cliente e realizarem chamadas telefônicas falsas.</p>
<p>A desenvolvedora também anunciou novas ferramentas de segurança baseadas em IA para clientes corporativos do Claude Enterprise, incluindo sistemas automatizados de análise de código, identificação de vulnerabilidades e geração de sugestões de correção.</p>
<p>O post <a href="https://olhardigital.com.br/2026/05/23/seguranca/anthropic-mythos-encontrou-mais-de-10-mil-vulnerabilidades-em-apenas-um-mes/">Anthropic: Mythos encontrou mais de 10 mil vulnerabilidades em apenas um mês</a> apareceu primeiro em <a href="https://olhardigital.com.br/">Olhar Digital</a>.</p>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Anthropic: especialistas relativizam temores sobre Mythos</title>
		<link>https://www.infratic.com.br/anthropic-especialistas-relativizam-temores-sobre-mythos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[desenv01]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 21:32:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[anthropic]]></category>
		<category><![CDATA[Claude Mythos]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[mythos]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança e Privacidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.infratic.com.br/anthropic-especialistas-relativizam-temores-sobre-mythos/</guid>

					<description><![CDATA[Os receios de que o modelo de inteligência artificial (IA) Mythos, da Anthropic, pudesse impulsionar de forma descontrolada atividades de hackers vêm sendo considerados exagerados por parte da comunidade de cibersegurança cerca de um mês após o anúncio da tecnologia. Quando apresentou o sistema em abril, a Anthropic afirmou que o Mythos havia identificado milhares de vulnerabilidades de software, incluindo falhas em todos os principais sistemas operacionais e navegadores. Segundo a empresa, os impactos da disseminação do modelo poderiam ser severos. As declarações chamaram a atenção de governos. Autoridades de diversos países passaram a discutir riscos com bancos, enquanto a Casa Branca avaliava, no início de maio, possíveis regras para controlar a forma como novos modelos de IA são disponibilizados após testes de segurança. Apesar disso, profissionais da área de cibersegurança têm adotado uma postura mais cautelosa. Parte dos especialistas considera que a reação pública e política ao Mythos foi além do que as capacidades atuais do sistema efetivamente demonstram. “Eu acho que existe uma grande lacuna de comunicação entre profissionais da área e formuladores de políticas públicas”, afirmou Isaac Evans, fundador e CEO da empresa de segurança de software Semgrep, à Reuters. Segundo ele, o modelo representa “um avanço técnico real”, mas a resposta em torno da tecnologia “não é sustentada pelo que realmente sabemos sobre como essas capacidades irão se traduzir no mundo real”. Especialistas que utilizaram o modelo em ambientes controlados relataram melhorias substanciais na descoberta de vulnerabilidades. Equipes de tecnologia de bancos também vêm trabalhando para corrigir diversas fragilidades em sistemas bancários de grande e pequeno porte. As preocupações aumentaram após sucessivos relatos envolvendo casos de ataques cibernéticos ligados ao uso de IA. Em 11 de maio, o Google informou ter detectado o primeiro caso conhecido de um grande grupo de cibercrime utilizando IA para descobrir uma falha de software até então desconhecida e planejar uma exploração em massa. Quando apresentou o sistema em abril, a Anthropic afirmou que o Mythos havia identificado milhares de vulnerabilidades de software, incluindo falhas em todos os principais sistemas operacionais e navegadores – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock Especialistas apontam risco mais moderado A diferença entre a percepção de risco de profissionais da segurança e a visão de formuladores de políticas públicas ajudou a alimentar a narrativa de que o Mythos estaria no centro de uma iminente crise de segurança digital, embora capacidades semelhantes já estivessem disponíveis há algum tempo; “Somos capazes de usar IA para encontrar mais falhas do que sabemos o que fazer com elas há meses, talvez anos”, afirmou uma fonte com ampla experiência em pesquisa de vulnerabilidades e acesso antecipado ao Mythos à Reuters; Segundo essa pessoa, o desafio não está apenas em encontrar vulnerabilidades, mas em validá-las, priorizá-las e corrigi-las sem comprometer sistemas existentes. A capacidade das organizações de processar e validar um grande volume de falhas recém-descobertas ainda seria insuficiente; Mesmo assim, a fonte reconheceu avanços do Mythos em relação a modelos anteriores. “Ele é capaz de encontrar mais vulnerabilidades com prompts mais simples do que os modelos anteriores”, afirmou. Segundo a avaliação, sistemas anteriores exigiam instruções mais detalhadas e complexas, o que significa que a barreira de entrada foi reduzida. Anthony Grieco, vice-presidente sênior e diretor de segurança e confiança da Cisco, afirmou que uma das novidades mais úteis do Mythos é a capacidade não apenas de identificar vulnerabilidades, mas também de analisar grandes volumes de código de maneira muito mais rápida e ajudar especialistas a reduzir falsos positivos. Segundo Grieco, isso permite que equipes de defesa foquem nos riscos cibernéticos mais urgentes dentro de seus contextos. Ele também afirmou que o modelo possui menos barreiras de proteção do que sistemas anteriores, permitindo instruções mais específicas capazes de habilitar atividades que outros modelos não permitiam. Leia mais: Claude.AI: como usar inteligência artificial 5 prompts para obter respostas mais inteligentes no Claude, IA da Anthropic Anthropic paga bilhões à SpaceX e negocia com Microsoft para expandir infraestrutura de IA Projeto Glasswing da Anthropic testa defesas Grieco afirmou que, para aproveitar totalmente o potencial do Mythos, as organizações precisam contar com infraestrutura computacional adequada e também com um ambiente controlado de execução, conhecido como “harness”, no qual o modelo opera com instruções e limitações específicas. “Se você tem um carro de Fórmula 1, mas só andou de bicicleta a vida inteira, talvez consiga fazê-lo andar em linha reta, mas você não vai conseguir extrair o máximo desempenho imediatamente”, disse Grieco. A estratégia da Anthropic de apresentar o Mythos dessa forma e convidar empresas selecionadas para testar defesas em um programa chamado Project Glasswing ajudou a ampliar o debate sobre o modelo para além dos círculos tradicionais de segurança. Como resultado, houve uma mobilização ampla em torno do tema, o que ampliou tanto a percepção de ameaça quanto a relevância da Anthropic no debate público. Enquanto isso, o Pentágono classificou a empresa como um risco para cadeias de suprimentos, ao passo que outros setores do governo estadunidense buscavam acesso à tecnologia. Segundo um funcionário da Casa Branca ouvido pela Reuters, o governo dos Estados Unidos vem discutindo com laboratórios de IA uma utilização mais ampla dessas tecnologias. Um porta-voz da Anthropic afirmou que a empresa trabalha “de perto com o governo dos Estados Unidos para avançar rapidamente prioridades compartilhadas” e também para ampliar o acesso de mais organizações ao Mythos. Encontrar vulnerabilidades é apenas o começo O Mythos — e, em certa medida, o GPT-5.5, da OpenAI — passou a dominar discussões sobre segurança nacional relacionadas à inteligência artificial (IA). No entanto, especialistas afirmam que esses debates frequentemente ignoram um ponto central: o uso de IA para localizar vulnerabilidades não é algo novo. O problema maior estaria nas etapas seguintes de exploração e resposta. “Nossos adversários ficaram realmente muito bons sem IA”, afirmou Cynthia Kaiser, ex-integrante sênior da divisão de cibersegurança do FBI e atualmente ligada à empresa Halcyon. “Ataques de ransomware estão acontecendo em menos de uma hora”, disse ela, acrescentando que a maioria das ameaças ainda não depende de IA. Por enquanto, as exigências de]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Os receios de que o modelo de <a href="https://olhardigital.com.br/tag/inteligencia-artificial/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">inteligência artificial (IA)</a> <a href="https://olhardigital.com.br/tag/mythos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mythos</a>, da Anthropic, pudesse impulsionar de forma descontrolada atividades de hackers vêm sendo considerados <strong>exagerados</strong> por parte da comunidade de cibersegurança cerca de um mês após o anúncio da tecnologia.</p>
<p>Quando <a href="https://olhardigital.com.br/2026/04/07/inteligencia-artificial/anthropic-lanca-novo-modelo-de-ia-para-fortalecer-ciberseguranca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">apresentou o sistema em abril</a>, a <a href="https://olhardigital.com.br/tag/anthropic/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anthropic</a> afirmou que o Mythos havia identificado <strong>milhares</strong> de vulnerabilidades de software, incluindo falhas em todos os principais sistemas operacionais e navegadores. Segundo a empresa, os impactos da disseminação do modelo poderiam ser <strong>severos</strong>.</p>
<p>As declarações chamaram a atenção de governos. Autoridades de diversos países passaram a discutir riscos com bancos, enquanto a Casa Branca avaliava, no início de maio, possíveis regras para <strong>controlar</strong> a forma como novos modelos de IA são disponibilizados após testes de segurança.</p>
<p>Apesar disso, profissionais da área de cibersegurança têm adotado uma postura mais <strong>cautelosa</strong>. Parte dos especialistas considera que a reação pública e política ao Mythos foi <strong>além</strong> do que as capacidades atuais do sistema efetivamente demonstram.</p>
<p>“Eu acho que existe uma <strong>grande lacuna de comunicação</strong> entre profissionais da área e formuladores de políticas públicas”, afirmou <strong>Isaac Evans</strong>, fundador e CEO da empresa de segurança de software <strong>Semgrep</strong>, à <em><a href="https://www.reuters.com/business/fears-unfettered-hacking-spurred-by-anthropics-mythos-ai-model-overstated-2026-05-20/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Reuters</a></em>. Segundo ele, o modelo representa “<strong>um avanço técnico real</strong>”, mas a resposta em torno da tecnologia “não é sustentada pelo que realmente sabemos sobre como essas capacidades irão se traduzir no mundo real”.</p>
<p>Especialistas que utilizaram o modelo em ambientes controlados relataram <strong>melhorias substanciais</strong> na descoberta de vulnerabilidades. Equipes de tecnologia de bancos também vêm trabalhando para corrigir diversas fragilidades em sistemas bancários de grande e pequeno porte.</p>
<p>As preocupações aumentaram após sucessivos relatos envolvendo casos de ataques cibernéticos ligados ao uso de IA. Em 11 de maio, o <strong>Google</strong> <a href="https://olhardigital.com.br/2026/05/11/seguranca/google-intercepta-primeiro-ataque-zero-day-criado-com-ia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">informou</a> ter detectado o <strong>primeiro caso conhecido</strong> de um grande grupo de cibercrime utilizando IA para descobrir uma falha de software até então desconhecida e planejar uma exploração em massa.</p>
</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="681" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2026/05/anthropic-2-1024x681.jpg" alt="Logo da Anthropic em um smartphone na horizontal" class="wp-image-1320820" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/anthropic-2-1024x681.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/anthropic-2-300x200.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/anthropic-2-768x511.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/anthropic-2-1536x1022.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/anthropic-2-2048x1362.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/anthropic-2-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption">Quando apresentou o sistema em abril, a Anthropic afirmou que o Mythos havia identificado <strong>milhares</strong> de vulnerabilidades de software, incluindo falhas em todos os principais sistemas operacionais e navegadores – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock</figcaption></figure>
</div>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-especialistas-apontam-risco-mais-moderado">Especialistas apontam risco mais moderado</h2>
<ul>
<li>A diferença entre a percepção de risco de profissionais da segurança e a visão de formuladores de políticas públicas ajudou a alimentar a narrativa de que o Mythos estaria no centro de uma iminente crise de segurança digital, embora capacidades semelhantes já estivessem disponíveis há algum tempo;</li>
<li>“<strong>Somos capazes</strong> de usar IA para encontrar mais falhas do que sabemos o que fazer com elas há meses, talvez anos”, afirmou uma fonte com ampla experiência em pesquisa de vulnerabilidades e acesso antecipado ao Mythos à <em>Reuters</em>;</li>
<li>Segundo essa pessoa, o desafio não está apenas em encontrar vulnerabilidades, mas em <strong>validá-las</strong>, <strong>priorizá-las</strong> e <strong>corrigi-las</strong> sem comprometer sistemas existentes. A capacidade das organizações de processar e validar um grande volume de falhas recém-descobertas ainda seria <strong>insuficiente</strong>;</li>
<li>Mesmo assim, a fonte <strong>reconheceu avanços</strong> do Mythos em relação a modelos anteriores. “Ele é capaz de encontrar <strong>mais vulnerabilidades</strong> com prompts <strong>mais simples</strong> do que os modelos anteriores”, afirmou. Segundo a avaliação, sistemas anteriores exigiam instruções <strong>mais detalhadas e complexas</strong>, o que significa que a barreira de entrada foi <strong>reduzida</strong>.</li>
</ul>
<p><strong>Anthony Grieco</strong>, vice-presidente sênior e diretor de segurança e confiança da <strong>Cisco</strong>, afirmou que uma das novidades mais úteis do Mythos é a capacidade não apenas de identificar vulnerabilidades, mas também de analisar grandes volumes de código de maneira <strong>muito mais rápida</strong> e ajudar especialistas a <strong>reduzir falsos positivos</strong>.</p>
<p>Segundo Grieco, isso permite que equipes de defesa foquem nos riscos cibernéticos mais urgentes dentro de seus contextos. Ele também afirmou que o modelo possui <strong>menos barreiras de proteção</strong> do que sistemas anteriores, permitindo <strong>instruções mais específicas</strong> capazes de habilitar atividades que outros modelos não permitiam.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2024/10/18/dicas-e-tutoriais/claude-ai-como-usar-inteligencia-artificial/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Claude.AI: como usar inteligência artificial</a></li>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2026/04/24/inteligencia-artificial/5-prompts-para-obter-respostas-mais-inteligentes-no-claude-ia-da-anthropic/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">5 prompts para obter respostas mais inteligentes no Claude, IA da Anthropic</a></li>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2026/05/21/inteligencia-artificial/anthropic-paga-bilhoes-a-spacex-e-negocia-com-microsoft-para-expandir-infraestrutura-de-ia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anthropic paga bilhões à SpaceX e negocia com Microsoft para expandir infraestrutura de IA</a></li>
</ul>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-projeto-glasswing-da-anthropic-testa-defesas">Projeto Glasswing da Anthropic testa defesas</h2>
<p>Grieco afirmou que, para aproveitar totalmente o potencial do Mythos, as organizações precisam contar com <strong>infraestrutura computacional adequada</strong> e também com um <strong>ambiente controlado de execução</strong>, conhecido como “<strong>harness</strong>”, no qual o modelo opera com instruções e limitações específicas.</p>
<p>“Se você tem um carro de Fórmula 1, mas só andou de bicicleta a vida inteira, talvez consiga fazê-lo andar em linha reta, mas você não vai conseguir extrair o máximo desempenho imediatamente”, disse Grieco.</p>
<p>A estratégia da Anthropic de apresentar o Mythos dessa forma e convidar empresas selecionadas para testar defesas em um programa chamado <strong>Project Glasswing</strong> ajudou a ampliar o debate sobre o modelo para além dos círculos tradicionais de segurança.</p>
<p>Como resultado, houve uma <strong>mobilização ampla</strong> em torno do tema, o que ampliou tanto a percepção de ameaça quanto a relevância da Anthropic no debate público. Enquanto isso, o Pentágono <a href="https://olhardigital.com.br/2026/03/13/pro/do-divorcio-a-guerra-a-cronologia-da-briga-entre-openai-anthropic-e-o-pentagono/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">classificou a empresa</a> como um <strong>risco para cadeias de suprimentos</strong>, ao passo que outros setores do governo estadunidense buscavam acesso à tecnologia.</p>
<p>Segundo um funcionário da Casa Branca ouvido pela <em>Reuters</em>, o governo dos Estados Unidos vem discutindo com laboratórios de IA uma <strong>utilização mais ampla</strong> dessas tecnologias.</p>
<p>Um porta-voz da Anthropic afirmou que a empresa <strong>trabalha “de perto</strong> com o governo dos Estados Unidos para avançar rapidamente prioridades compartilhadas” e também para ampliar o acesso de mais organizações ao Mythos.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-encontrar-vulnerabilidades-e-apenas-o-comeco">Encontrar vulnerabilidades é apenas o começo</h2>
<p>O Mythos — e, em certa medida, o <strong>GPT-5.5</strong>, da <strong>OpenAI</strong> — passou a dominar discussões sobre segurança nacional relacionadas à inteligência artificial (IA).</p>
<p>No entanto, especialistas afirmam que esses debates frequentemente ignoram um ponto central: o uso de IA para localizar vulnerabilidades <strong>não é algo novo</strong>. O problema maior estaria nas etapas seguintes de <strong>exploração e resposta</strong>.</p>
<p>“Nossos adversários ficaram realmente muito bons sem IA”, afirmou <strong>Cynthia Kaiser</strong>, ex-integrante sênior da divisão de cibersegurança do FBI e atualmente ligada à empresa <strong>Halcyon</strong>. “Ataques de ransomware estão acontecendo em <strong>menos de uma hora</strong>”, disse ela, acrescentando que a maioria das ameaças ainda <strong>não depende</strong> de IA.</p>
<p>Por enquanto, as exigências de escala computacional e infraestrutura do Mythos também limitam quem consegue utilizar o sistema. Especialistas, porém, acreditam que essas barreiras <strong>não devem durar muito tempo</strong>.</p>
<p>“Eu não acho que a arquitetura esteja otimizada”, afirmou <strong>Nick Adam</strong>, da empresa de serviços financeiros <strong>State Street</strong>, durante um painel na Vanderbilt University (EUA). Ele citou justamente os desafios de infraestrutura e ambiente operacional mencionados por Grieco. “<strong>Existe uma barreira de entrada, mas ela será resolvida rapidamente.</strong>”</p>
</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ia_seguranca-1024x576.jpg" alt="Interface AI mostrando aviso de erro de prompt e alerta do sistema" class="wp-image-1330791" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ia_seguranca-1024x576.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ia_seguranca-300x169.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ia_seguranca-768x432.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ia_seguranca-1536x864.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ia_seguranca-2048x1152.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ia_seguranca-1920x1080.jpg 1920w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ia_seguranca-1280x720.jpg 1280w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ia_seguranca-150x84.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption">Especialistas afirmam que esses debates frequentemente ignoram um ponto central: o uso de IA para localizar vulnerabilidades não é algo novo – Imagem: Digineer Station/Shutterstock</figcaption></figure>
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<h2 class="wp-block-heading" id="h-anthropic-fara-apresentacao-a-orgao-global-de-estabilidade-financeira">Anthropic fará apresentação a órgão global de estabilidade financeira</h2>
<p>Em meio às discussões sobre os riscos do Mythos, a Anthropic deverá apresentar ao <strong>Financial Stability Board (FSB)</strong> vulnerabilidades cibernéticas identificadas pelo modelo no sistema financeiro global.</p>
<p>Segundo o jornal <em>Financial Times</em>, a startup responsável pelo chatbot Claude discutirá as capacidades do Mythos Preview com ministérios da Fazenda e bancos centrais ligados ao FSB, após um pedido do presidente da instituição e governador do <strong>Bank of England</strong>, <strong>Andrew Bailey</strong>.</p>
<p>O FSB é um órgão internacional responsável por coordenar regras financeiras entre as economias do G20. Um porta-voz do FSB afirmou que a organização “<strong>recebe positivamente</strong> o engajamento com a Anthropic e outras empresas sobre riscos emergentes e de fronteira para a estabilidade financeira global”.</p>
<p>A Anthropic não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário da <em>Reuters</em>. Segundo a empresa, o Mythos é um modelo de cibersegurança projetado para <strong>detectar vulnerabilidades antigas em navegadores, infraestrutura e softwares</strong>.</p>
<p>Especialistas em segurança cibernética alertaram que o sistema poderia <strong>potencializar ataques mais sofisticados</strong>, criando <strong>riscos</strong> para o setor bancário, especialmente devido à <strong>dependência de sistemas legados</strong>.</p>
<p>Em <strong>abril</strong>, Bailey afirmou que o Mythos poderia representar <strong>riscos significativos</strong> para a segurança cibernética global.</p>
<p>“Seria razoável pensar que os eventos no Golfo são o desafio mais recente que enfrentamos neste mundo até que, acho que foi na última sexta-feira [11 de abril], você acorda e descobre que a Anthropic pode ter encontrado uma forma de abrir completamente o mundo do risco cibernético”, afirmou Bailey durante um evento na Universidade de Columbia, em Nova York (EUA).</p>
<p>“A questão é: até que ponto essa nova versão do produto será capaz de identificar vulnerabilidades em outros sistemas que possam ser exploradas para ataques cibernéticos”, acrescentou Bailey.</p>
<p>O post <a href="https://olhardigital.com.br/2026/05/21/inteligencia-artificial/anthropic-especialistas-relativizam-temores-sobre-mythos/">Anthropic: especialistas relativizam temores sobre Mythos</a> apareceu primeiro em <a href="https://olhardigital.com.br/">Olhar Digital</a>.</p>
</div>
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			</item>
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		<title>Claude Mythos descobre falhas de segurança no macOS</title>
		<link>https://www.infratic.com.br/claude-mythos-descobre-falhas-de-seguranca-no-macos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[desenv01]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 18:56:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[anthropic]]></category>
		<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[Claude Mythos]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[macOS]]></category>
		<category><![CDATA[mythos]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança e Privacidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.infratic.com.br/claude-mythos-descobre-falhas-de-seguranca-no-macos/</guid>

					<description><![CDATA[Pesquisadores de segurança afirmam ter descoberto uma nova maneira de contornar os sistemas avançados de proteção da Apple utilizando técnicas identificadas durante testes realizados, em abril, com uma versão inicial da inteligência artificial (IA) Mythos, da Anthropic. A descoberta foi feita por especialistas da Calif, empresa de pesquisa em segurança sediada em Palo Alto, na Califórnia (EUA). Segundo os pesquisadores, o método desenvolvido conecta duas falhas do MacOS a um conjunto de técnicas capazes de corromper a memória do computador e obter acesso a áreas do dispositivo que deveriam permanecer inacessíveis. O mecanismo é classificado como um exploit de escalonamento de privilégios — tipo de ataque que, quando combinado com outras vulnerabilidades, pode permitir que hackers assumam o controle completo de uma máquina. Para especialistas do setor, o caso chama atenção porque a Apple vem investindo intensamente para tornar o MacOS um dos sistemas operacionais mais difíceis de serem invadidos. Michał Zalewski, pesquisador de segurança que trabalhou anteriormente no Google e revisou o estudo da Calif sem participar dos testes, afirmou ao The Wall Street Journal que a técnica é relevante justamente pelo nível de proteção implementado pela empresa. O que diz a Apple sobre a descoberta A Apple informou que está analisando o relatório produzido pela Calif para validar as conclusões apresentadas. A companhia também destacou que utiliza modelos avançados de IA para testar e corrigir vulnerabilidades. “Segurança é nossa principal prioridade, e levamos muito a sério relatos de potenciais vulnerabilidades”, declarou uma porta-voz da empresa. Especialistas em cibersegurança vêm alertando que os modelos mais recentes de IA desenvolvidos por empresas, como Anthropic e OpenAI, passaram a demonstrar capacidade significativamente maior de identificar falhas de software. Segundo pesquisadores da área, o avanço dessas ferramentas alimenta temores de um cenário apelidado de “Bugmageddon”, caracterizado por uma explosão sem precedentes na descoberta de vulnerabilidades de segurança. A preocupação envolve tanto a pressão sobre equipes técnicas responsáveis por corrigir falhas quanto os riscos cibernéticos decorrentes da identificação acelerada de brechas em sistemas amplamente utilizados. Leia mais: Claude.AI: como usar inteligência artificial Como excluir arquivos permanentemente no macOS Claude Mythos: o que a IA nos diz sobre riscos da dissuasão nuclear Apple afirma já estar estudando o relatório para reparar as falhas – Imagem: Piotr Swat/Shutterstock Em setembro do ano passado, a Apple anunciou uma tecnologia chamada Memory Integrity Enforcement (MIE), apresentada pela empresa como resultado de um esforço de design e engenharia que teria levado cinco anos. De acordo com a companhia, o sistema foi desenvolvido a partir da combinação de sua experiência em hardware e sistemas operacionais. Segundo a Calif, utilizando o Claude — sistema de IA da Anthropic — foi possível desenvolver o código necessário para explorar as duas falhas do MacOS em apenas cinco dias. Apesar disso, os pesquisadores ressaltam que o ataque não poderia ter sido realizado apenas pela IA. Thai Duong, diretor-executivo da Calif, afirmou que o processo ainda dependeu fortemente da experiência humana dos especialistas em segurança da empresa. Segundo ele, o Mythos demonstra grande capacidade para reproduzir ataques já documentados anteriormente, mas ainda não apresentou habilidade consistente para criar técnicas totalmente inéditas. “Ainda não vimos casos em que ele cria novas técnicas de ataque”, afirmou Duong. “Isso é algo novo.” Zalewski também avaliou que parte do entusiasmo em torno do Mythos pode ser exagerada, mas reconheceu que as ferramentas mais recentes já permitem realizar “pesquisas significativas sobre vulnerabilidades e auditoria de código”. Os pesquisadores da Calif ficaram tão entusiasmados com a descoberta que viajaram pessoalmente de Palo Alto até a sede da Apple, em Cupertino, na terça-feira (12), para apresentar um relatório de 55 páginas detalhando as falhas exploradas. A empresa pretende divulgar os detalhes técnicos do ataque apenas após a Apple corrigir os problemas identificados. Segundo Duong, as vulnerabilidades devem ser solucionadas rapidamente. Mythos evolui e é cada vez mais testado A Anthropic vem ampliando gradualmente o acesso ao Mythos depois de inicialmente restringir o software a um grupo seleto de empresas e organizações; No início deste ano, uma IA da companhia encontrou mais de 100 vulnerabilidades classificadas como graves no navegador da Mozilla, o Firefox, ao longo de duas semanas; Segundo o texto, esse volume corresponde aproximadamente ao número de falhas que normalmente são descobertas pelo restante da comunidade global de segurança em um período de dois meses; As preocupações relacionadas ao avanço dessas ferramentas de IA também vêm impactando a estratégia do governo dos Estados Unidos para o setor; Segundo o texto, o fenômeno levou a Casa Branca a reavaliar sua abordagem mais flexível em relação ao desenvolvimento de IA; O governo estadunidense agora considera a possibilidade de emitir uma ordem executiva que concederia supervisão governamental sobre os modelos de IA mais avançados. O post Claude Mythos descobre falhas de segurança no macOS apareceu primeiro em Olhar Digital.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Pesquisadores de segurança afirmam ter descoberto uma nova maneira de <strong>contornar</strong> os sistemas avançados de proteção da <a href="https://olhardigital.com.br/tag/apple/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Apple</a> utilizando técnicas identificadas durante testes realizados, em <strong>abril</strong>, com uma versão inicial da inteligência artificial (IA) <strong>Mythos</strong>, da <a href="https://olhardigital.com.br/tag/anthropic/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anthropic</a>.</p>
<p>A descoberta foi feita por especialistas da <strong>Calif</strong>, empresa de pesquisa em segurança sediada em Palo Alto, na Califórnia (EUA). Segundo os pesquisadores, o método desenvolvido conecta <strong>duas falhas</strong> do <strong>MacOS</strong> a um conjunto de técnicas capazes de <strong>corromper a memória</strong> do computador e obter acesso a áreas do dispositivo que deveriam permanecer inacessíveis.</p>
<p>O mecanismo é classificado como um <strong>exploit de escalonamento de privilégios</strong> — tipo de ataque que, quando combinado com outras vulnerabilidades, pode permitir que hackers assumam o controle completo de uma máquina.</p>
<p>Para especialistas do setor, o caso chama atenção porque a Apple vem investindo <strong>intensamente</strong> para tornar o MacOS <strong>um dos sistemas operacionais mais difíceis de serem invadidos</strong>.</p>
<p><strong>Michał Zalewski</strong>, pesquisador de segurança que trabalhou anteriormente no Google e revisou o estudo da Calif <strong>sem participar dos testes</strong>, afirmou ao <em><a href="https://www.wsj.com/tech/ai/anthropic-mythos-apple-macos-bug-339da403" target="_blank" rel="noreferrer noopener">The Wall Street Journal</a></em> que a técnica é relevante justamente pelo <strong>nível de proteção</strong> implementado pela empresa.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-que-diz-a-apple-sobre-a-descoberta">O que diz a Apple sobre a descoberta</h2>
<p>A Apple informou que está analisando o relatório produzido pela Calif para <strong>validar</strong> as conclusões apresentadas. A companhia também destacou que utiliza modelos avançados de IA para <strong>testar e corrigir</strong> vulnerabilidades.</p>
<p>“<strong>Segurança é nossa principal prioridade</strong>, e levamos muito a sério relatos de potenciais vulnerabilidades”, declarou uma porta-voz da empresa.</p>
<p>Especialistas em cibersegurança vêm alertando que os modelos mais recentes de IA desenvolvidos por empresas, como Anthropic e OpenAI, passaram a demonstrar capacidade <strong>significativamente maior</strong> de identificar falhas de software.</p>
<p>Segundo pesquisadores da área, o avanço dessas ferramentas alimenta temores de um cenário apelidado de “<strong>Bugmageddon</strong>”, caracterizado por uma explosão sem precedentes na descoberta de vulnerabilidades de segurança.</p>
<p>A preocupação envolve tanto a pressão sobre equipes técnicas responsáveis por corrigir falhas quanto os riscos cibernéticos decorrentes da identificação acelerada de brechas em sistemas amplamente utilizados.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2024/10/18/dicas-e-tutoriais/claude-ai-como-usar-inteligencia-artificial/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Claude.AI: como usar inteligência artificial</a></li>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2025/12/02/dicas-e-tutoriais/como-excluir-arquivos-permanentemente-no-macos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Como excluir arquivos permanentemente no macOS</a></li>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2026/05/13/pro/claude-mythos-o-que-a-ia-nos-diz-sobre-riscos-da-dissuasao-nuclear/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Claude Mythos: o que a IA nos diz sobre riscos da dissuasão nuclear</a></li>
</ul>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2026/05/apple_logo-1024x682.jpg" alt="Logo da Apple na tela de um smartphone na horizontal" class="wp-image-1320272" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/apple_logo-1024x682.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/apple_logo-300x200.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/apple_logo-768x512.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/apple_logo-1536x1024.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/apple_logo-2048x1365.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/05/apple_logo-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption">Apple afirma já estar estudando o relatório para reparar as falhas – Imagem: Piotr Swat/Shutterstock</figcaption></figure>
</div>
<p>Em setembro do ano passado, a Apple anunciou uma tecnologia chamada <strong>Memory Integrity Enforcement (MIE)</strong>, apresentada pela empresa como resultado de um esforço de design e engenharia que teria levado <strong>cinco anos</strong>.</p>
<p>De acordo com a companhia, o sistema foi desenvolvido a partir da combinação de sua experiência em hardware e sistemas operacionais.</p>
<p>Segundo a Calif, utilizando o <strong>Claude</strong> — sistema de IA da Anthropic — foi possível desenvolver o código necessário para explorar as duas falhas do MacOS em apenas <strong>cinco dias</strong>. Apesar disso, os pesquisadores ressaltam que o ataque <strong>não poderia</strong> ter sido realizado apenas pela IA.</p>
<p><strong>Thai Duong</strong>, diretor-executivo da Calif, afirmou que o processo ainda <strong>dependeu fortemente</strong> da experiência humana dos especialistas em segurança da empresa. Segundo ele, o Mythos demonstra <strong>grande capacidade</strong> para reproduzir ataques já documentados anteriormente, mas ainda <strong>não apresentou habilidade consistente</strong> para criar técnicas totalmente inéditas. “Ainda não vimos casos em que ele cria novas técnicas de ataque”, afirmou Duong. “Isso é algo novo.”</p>
<p>Zalewski também avaliou que parte do entusiasmo em torno do Mythos pode ser <strong>exagerada</strong>, mas reconheceu que as ferramentas mais recentes já permitem realizar “<strong>pesquisas significativas</strong> sobre vulnerabilidades e auditoria de código”.</p>
<p>Os pesquisadores da Calif ficaram tão entusiasmados com a descoberta que <strong>viajaram pessoalmente</strong> de Palo Alto até a sede da Apple, em Cupertino, na terça-feira (12), para apresentar um <strong>relatório</strong> de <strong>55 páginas</strong> detalhando as falhas exploradas.</p>
<p>A empresa pretende divulgar os detalhes técnicos do ataque apenas após a Apple corrigir os problemas identificados. Segundo Duong, as vulnerabilidades devem ser solucionadas <strong>rapidamente</strong>.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-mythos-evolui-e-e-cada-vez-mais-testado">Mythos evolui e é cada vez mais testado</h2>
<ul>
<li>A Anthropic vem <strong>ampliando gradualmente</strong> o acesso ao Mythos depois de inicialmente restringir o software a um grupo seleto de empresas e organizações;</li>
<li>No início deste ano, uma IA da companhia encontrou mais de <strong>100</strong> vulnerabilidades classificadas como <strong>graves</strong> no navegador da Mozilla, o <strong>Firefox</strong>, ao longo de <strong>duas semanas</strong>;</li>
<li>Segundo o texto, esse volume corresponde aproximadamente ao número de falhas que normalmente são descobertas pelo restante da comunidade global de segurança em um período de <strong>dois meses</strong>;</li>
<li>As preocupações relacionadas ao avanço dessas ferramentas de IA também vêm impactando a estratégia do governo dos Estados Unidos para o setor;</li>
<li>Segundo o texto, o fenômeno levou a Casa Branca a <strong>reavaliar</strong> sua abordagem mais flexível em relação ao desenvolvimento de IA;</li>
<li>O governo estadunidense agora considera a possibilidade de emitir uma <strong>ordem executiva</strong> que concederia <strong>supervisão governamental</strong> sobre os modelos de IA mais avançados.</li>
</ul>
<p>O post <a href="https://olhardigital.com.br/2026/05/14/seguranca/claude-mythos-descobre-falhas-de-seguranca-no-macos/">Claude Mythos descobre falhas de segurança no macOS</a> apareceu primeiro em <a href="https://olhardigital.com.br/">Olhar Digital</a>.</p>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EUA baniram a Anthropic… mas o Mythos é a exceção</title>
		<link>https://www.infratic.com.br/eua-baniram-a-anthropic-mas-o-mythos-e-a-excecao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[desenv01]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2026 13:54:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[anthropic]]></category>
		<category><![CDATA[Claude Mythos]]></category>
		<category><![CDATA[mythos]]></category>
		<category><![CDATA[pentágono]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança e Privacidade]]></category>
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					<description><![CDATA[O Departamento de Defesa dos Estados Unidos classificou a Anthropic como risco à cadeia de suprimentos, impedindo que a IA da desenvolvedora seja usada em aplicações governamentais. No entanto, o Mythos, modelo voltado para cibersegurança, está sendo observado de perto pelo governo e pode ser uma exceção. A avaliação foi feita nesta sexta-feira (1) pelo diretor de tecnologia do órgão, Emil Michael, durante o programa Squawk Box da CNBC. Segundo ele, o Claude Mythos é um caso à parte, já que tem relevância estratégica para a segurança nacional estadunidense. Acho que a questão do Mythos, que está sendo tratada em todo o governo, e não apenas no Departamento de Guerra, é um momento de segurança nacional à parte, em que precisamos garantir que nossas redes estejam reforçadas, porque esse modelo possui capacidades específicas para encontrar vulnerabilidades cibernéticas e corrigi-las. Emil Michael, Subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia dos Estados Unidos, no programa Squawk Box da CNBC A declaração surge após um impasse entre o Pentágono e a Anthropic, que ganhou força no início do ano. O governo queria uso irrestrito do Claude em aplicações militares, enquanto a desenvolvedora não liberou o uso em tarefas consideradas perigosas, como vigilância de cidadãos e armas autônomas. O Olhar Digital destrinchou essa briga aqui. As partes não chegaram a um consenso e o Departamento classificou a Anthropic como risco à segurança nacional, o que impediu contratos governamentais. A decisão motivou uma reação jurídica. Em março, a Anthropic acionou a Justiça americana para tentar reverter a ação. Os processos seguem em andamento em tribunais de São Francisco e Washington. Enquanto isso, a desenvolvedora mantém conversas com o governo dos EUA. O próprio presidente, Donald Trump, sinalizou abertura para uma possível reaproximação. Mythos está chamando atenção de governos ao redor do mundo; EUA estuda adoção – Imagem: JRdes/Shutterstock Mesmo com restrição, EUA estão usando o Mythos Apesar da restrição formal, o cenário é mais complexo na prática. Segundo a CNBC, há relatos de uso dos modelos da empresa em operações relacionadas à guerra contra o Irã, além de indícios de que o Mythos esteja sendo empregado pela Agência de Segurança Nacional (NSA). Esse contexto levanta dúvidas sobre como o governo pode utilizar a tecnologia sem contrariar suas próprias diretrizes. Para Michael, o tema ainda está em aberto. Ele afirmou que o Departamento de Defesa busca estabelecer parâmetros mais claros, destacando que essas regras “são negociáveis com base no que foi acordado com todas as empresas, e elas têm opiniões diferentes sobre isso”. Enquanto isso, o Pentágono avança na diversificação de fornecedores. O órgão anunciou acordos com sete empresas de tecnologia para integrar soluções de IA em suas redes classificadas. Entre elas estão OpenAI, Google, Microsoft, Amazon Web Services, Nvidia, SpaceX e a startup Reflection. O Olhar Digital deu os detalhes neste link. O post EUA baniram a Anthropic… mas o Mythos é a exceção apareceu primeiro em Olhar Digital.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>O Departamento de Defesa dos Estados Unidos classificou a <a href="https://olhardigital.com.br/tag/anthropic/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anthropic </a>como risco à cadeia de suprimentos, impedindo que a IA da desenvolvedora seja usada em aplicações governamentais. No entanto, o Mythos, modelo voltado para cibersegurança, está sendo observado de perto pelo governo e pode ser uma exceção.</p>
<p>A avaliação foi feita nesta sexta-feira (1) pelo diretor de tecnologia do órgão, Emil Michael, durante o programa <em>Squawk Box </em>da <em><a href="https://www.cnbc.com/2026/05/01/pentagon-anthropic-blacklist-mythos-michael.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CNBC</a></em>. Segundo ele, o Claude Mythos é um caso à parte, já que tem relevância estratégica para a segurança nacional estadunidense.</p>
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Acho que a questão do Mythos, que está sendo tratada em todo o governo, e não apenas no Departamento de Guerra, é um momento de segurança nacional à parte, em que precisamos garantir que nossas redes estejam reforçadas, porque esse modelo possui capacidades específicas para encontrar vulnerabilidades cibernéticas e corrigi-las.</p>
<p><cite>Emil Michael, Subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia dos Estados Unidos, no programa Squawk Box da CNBC</cite></p></blockquote>
<p>A declaração surge após um impasse entre o <a href="https://olhardigital.com.br/tag/pentagono/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pentágono </a>e a Anthropic, que ganhou força no início do ano. O governo queria uso irrestrito do Claude em aplicações militares, enquanto a desenvolvedora não liberou o uso em tarefas consideradas perigosas, como vigilância de cidadãos e armas autônomas. O <strong>Olhar Digital </strong>destrinchou essa briga <a href="https://olhardigital.com.br/2026/03/13/pro/do-divorcio-a-guerra-a-cronologia-da-briga-entre-openai-anthropic-e-o-pentagono/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>As partes não chegaram a um consenso e o Departamento classificou a Anthropic como risco à segurança nacional, o que impediu contratos governamentais.</p>
<p>A decisão motivou uma reação jurídica. Em março, a Anthropic acionou a Justiça americana para tentar reverter a ação. Os processos seguem em andamento em tribunais de São Francisco e Washington. </p>
<p>Enquanto isso, a desenvolvedora mantém conversas com o governo dos EUA. O próprio presidente, Donald Trump, <a href="https://olhardigital.com.br/2026/04/21/pro/trump-diz-que-esta-conversando-com-a-anthropic-e-que-um-acordo-e-possivel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sinalizou abertura para uma possível reaproximação</a>.</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2026/04/anthropic_logo-1024x682.jpg" alt="Logo da Anthropic em um smartphone" class="wp-image-1309053" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/anthropic_logo-1024x682.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/anthropic_logo-300x200.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/anthropic_logo-768x512.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/anthropic_logo-1536x1024.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/anthropic_logo-2048x1365.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/anthropic_logo-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption">Mythos está chamando atenção de governos ao redor do mundo; EUA estuda adoção – Imagem: JRdes/Shutterstock</figcaption></figure>
</div>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-mesmo-com-restricao-eua-estao-usando-o-mythos">Mesmo com restrição, EUA estão usando o Mythos</h2>
<p>Apesar da restrição formal, o cenário é mais complexo na prática. </p>
<p>Segundo a <em>CNBC</em>, há relatos de uso dos modelos da empresa em operações relacionadas à guerra contra o Irã, além de indícios de que o Mythos esteja sendo empregado pela Agência de Segurança Nacional (NSA). Esse contexto levanta dúvidas sobre como o governo pode utilizar a tecnologia sem contrariar suas próprias diretrizes.</p>
<p>Para Michael, o tema ainda está em aberto. Ele afirmou que o Departamento de Defesa busca estabelecer parâmetros mais claros, destacando que essas regras “são negociáveis com base no que foi acordado com todas as empresas, e elas têm opiniões diferentes sobre isso”.</p>
<p>Enquanto isso, o Pentágono avança na diversificação de fornecedores. O órgão anunciou acordos com sete empresas de tecnologia para integrar soluções de IA em suas redes classificadas. Entre elas estão OpenAI, <a href="https://olhardigital.com.br/2026/04/28/pro/google-fecha-acordo-com-pentagono-para-uso-de-ia-em-missoes-secretas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Google</a>, Microsoft, Amazon Web Services, Nvidia, SpaceX e a startup Reflection. O <strong>Olhar Digital </strong>deu os detalhes <a href="https://olhardigital.com.br/2026/05/01/inteligencia-artificial/pentagono-fecha-acordo-com-sete-empresas-para-uso-militar-da-ia-anthropic-ficou-de-fora/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">neste link</a>.</p>
</p>
<p>O post <a href="https://olhardigital.com.br/2026/05/01/seguranca/eua-baniram-a-anthropic-mas-o-mythos-e-a-excecao/">EUA baniram a Anthropic… mas o Mythos é a exceção</a> apareceu primeiro em <a href="https://olhardigital.com.br/">Olhar Digital</a>.</p>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Anthropic: Mythos acende alerta global sobre riscos na cibersegurança</title>
		<link>https://www.infratic.com.br/anthropic-mythos-acende-alerta-global-sobre-riscos-na-ciberseguranca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[desenv01]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 18:06:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[anthropic]]></category>
		<category><![CDATA[Claude Mythos]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[mythos]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança e Privacidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.infratic.com.br/anthropic-mythos-acende-alerta-global-sobre-riscos-na-ciberseguranca/</guid>

					<description><![CDATA[A Anthropic afirmou que sua nova ferramenta de inteligência artificial (IA), o Claude Mythos, é tão eficaz na identificação de vulnerabilidades em softwares e sistemas computacionais que não pode ser disponibilizada ao público em geral. Segundo a empresa, a tecnologia foi liberada apenas para um grupo restrito de organizações cuidadosamente selecionadas, devido ao risco de que, nas mãos erradas, possa facilitar o roubo de dados ou a interrupção de infraestruturas críticas. As preocupações com segurança ganharam força após um episódio em que um pequeno grupo de usuários não autorizados conseguiu acesso ao sistema em um fórum privado online, de acordo com uma fonte com conhecimento do caso e documentos analisados pela Bloomberg. Diante desse cenário, a Casa Branca se posicionou contra o plano da Anthropic de ampliar o acesso ao Mythos para outras 70 empresas e organizações, segundo um funcionário do governo. O The Wall Street Journal foi o primeiro a noticiar as preocupações do governo dos Estados Unidos, que também teme que a Anthropic não disponha de capacidade computacional suficiente para atender mais usuários sem comprometer o uso da ferramenta por parte do próprio governo. Nos últimos anos, empresas de cibersegurança têm defendido que a IA pode acelerar e automatizar a prevenção de ataques digitais. No entanto, hackers e agentes de espionagem também passaram a explorar essas mesmas vantagens. O surgimento do Mythos e de modelos semelhantes, capazes de identificar falhas complexas sem supervisão humana, indica uma nova fase na corrida armamentista cibernética, marcada por maior velocidade e imprevisibilidade. Governo Trump está de olho no novo modelo de IA desenvolvido pela Anthropic – Imagem: Chip Somodevilla e Stockinq – Shutterstock O que é o Mythos, da Anthropic O Claude Mythos Preview é um modelo de IA de uso geral que, segundo a Anthropic, supera significativamente versões anteriores em diversos critérios, incluindo programação e raciocínio lógico; A empresa afirma que alguns modelos já atingiram um nível de capacidade em código que lhes permite superar todos, exceto os humanos mais experientes, na identificação e exploração de vulnerabilidades; Durante testes, o Mythos Preview teria identificado milhares de vulnerabilidades do tipo “zero-day”, inclusive em todos os principais sistemas operacionais e navegadores web. Essas falhas, desconhecidas pelos próprios desenvolvedores, representam oportunidades valiosas para hackers, já que oferecem acesso irrestrito a sistemas vulneráveis até que sejam corrigidas; A Anthropic destacou que o Mythos foi capaz de identificar essas falhas com ainda menos intervenção humana do que modelos anteriores. “O Mythos Preview demonstra um salto nessas habilidades cibernéticas — as vulnerabilidades que ele identificou, em alguns casos, sobreviveram a décadas de revisão humana e milhões de testes de segurança automatizados”, afirmou a empresa. Especialistas alertam que, nas mãos de grupos de ransomware ou governos hostis, a tecnologia poderia resultar em ataques cibernéticos mais frequentes e devastadores. Pesquisadores, no entanto, afirmam não ter acesso suficiente para verificar de forma independente o desempenho alegado do sistema. Gang Wang, professor associado de ciência da computação da Universidade de Illinois (EUA), disse à Bloomberg que é difícil avaliar a relevância do Mythos sem testes práticos mais aprofundados. Quem tem acesso à ferramenta da Anthropic A Anthropic concedeu acesso ao Mythos a um grupo limitado de parceiros verificados, em uma iniciativa chamada Project Glasswing — nome inspirado em uma espécie de borboleta de asas transparentes. Entre os participantes estão Amazon, Apple, Google (da Alphabet), Microsoft, Nvidia, Palo Alto Networks, CrowdStrike, Broadcom, Cisco, JPMorganChase e a Linux Foundation, além de cerca de outras 40 organizações. De acordo com a empresa, o projeto representa “uma tentativa urgente de colocar essas capacidades a serviço da defesa”. As organizações participantes utilizarão o Mythos em suas estratégias de segurança defensiva e a Anthropic pretende compartilhar os resultados obtidos para beneficiar outros setores. Atualmente, muitas empresas realizam testes de invasão, contratando especialistas para identificar falhas antes que hackers as explorem. O Mythos pode acelerar esse processo, permitindo a descoberta de um maior número de vulnerabilidades em menos tempo. Um “divisor de águas” na segurança digital A Anthropic classificou o Mythos Preview como um “divisor de águas” para a segurança. Vulnerabilidades do tipo zero-day são, por natureza, difíceis de detectar, e existe um mercado especializado em descobri-las e vendê-las a agências de inteligência por valores que podem chegar a milhões de dólares. Segundo a empresa, muitas das falhas identificadas pelo Mythos eram “sutis e difíceis de detectar“, incluindo uma vulnerabilidade de 27 anos no sistema operacional OpenBSD, conhecido por seu alto nível de segurança. O sistema também teria conseguido transformar vulnerabilidades conhecidas, mas ainda não corrigidas, em explorações práticas capazes de permitir a invasão de redes. Em um exemplo citado, o Mythos identificou e combinou diversas falhas no kernel do Linux, possibilitando que um invasor assumisse controle total de uma máquina. A Anthropic afirmou ainda que usuários sem experiência técnica conseguiram solicitar ao sistema formas de assumir o controle remoto de computadores durante a noite e retornaram, no dia seguinte, com um exploit completo e funcional. Ferramentas semelhantes também estão sendo desenvolvidas por outras empresas. A OpenAI trabalha no Codex Security, enquanto o Google desenvolveu o chamado “Big Sleep agent“. Além disso, a OpenAI estaria finalizando um produto com capacidades avançadas de cibersegurança para parceiros selecionados. Pesquisadores da startup israelense Buzz afirmam ter criado uma ferramenta autônoma com taxa de sucesso de 98% na exploração de falhas conhecidas. Medo é geral quando se trata da possibilidade de o Mythos facilitar o trabalho de hackers mundo afora – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital) Leia mais: Claude.AI: como usar inteligência artificial 5 prompts para obter respostas mais inteligentes no Claude, IA da Anthropic Google planeja investir até US$ 40 bilhões na Anthropic Salvaguardas ainda em desenvolvimento Segundo a Anthropic, os mecanismos de segurança do Mythos ainda estão em evolução. “Observamos que ele atingiu níveis de confiabilidade e alinhamento sem precedentes. No entanto, em raras ocasiões em que falha ou apresenta comportamento atípico, notamos que ele toma atitudes que consideramos bastante preocupantes“, afirmou a empresa. Em um teste, um pesquisador incentivou uma versão inicial do sistema]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>A <a href="https://olhardigital.com.br/tag/anthropic/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anthropic</a> afirmou que sua nova ferramenta de inteligência artificial (IA), o Claude <a href="https://olhardigital.com.br/tag/mythos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mythos</a>, é tão eficaz na identificação de vulnerabilidades em softwares e sistemas computacionais que <strong>não pode</strong> ser disponibilizada ao público em geral.</p>
<p>Segundo a empresa, a tecnologia foi liberada apenas para um grupo restrito de organizações cuidadosamente selecionadas, devido ao risco de que, nas mãos erradas, possa <strong>facilitar</strong> o roubo de dados ou a interrupção de infraestruturas críticas.</p>
<p>As preocupações com segurança ganharam força após um episódio em que um pequeno grupo de usuários não autorizados <strong>conseguiu acesso</strong> ao sistema em um fórum privado online, de acordo com uma fonte com conhecimento do caso e documentos analisados pela <em><a href="https://www.bloomberg.com/news/articles/2026-04-21/anthropic-s-mythos-model-is-being-accessed-by-unauthorized-users" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Bloomberg</a></em>.</p>
<p>Diante desse cenário, a Casa Branca se posicionou <strong>contra</strong> o plano da Anthropic de ampliar o acesso ao Mythos para outras <strong>70</strong> empresas e organizações, segundo um funcionário do governo.</p>
<p>O <em>The Wall Street Journal</em> foi o primeiro a noticiar as preocupações do governo dos Estados Unidos, que também teme que a Anthropic <strong>não disponha</strong> de capacidade computacional suficiente para atender mais usuários sem comprometer o uso da ferramenta por parte do próprio governo.</p>
<p>Nos últimos anos, empresas de cibersegurança têm defendido que a IA pode <strong>acelerar e automatizar</strong> a prevenção de ataques digitais. No entanto, hackers e agentes de espionagem também passaram a explorar essas mesmas vantagens.</p>
<p>O surgimento do Mythos e de modelos semelhantes, capazes de identificar falhas complexas sem supervisão humana, indica uma nova fase na <strong>corrida armamentista cibernética</strong>, marcada por maior velocidade e imprevisibilidade.</p>
</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Destaque-Trump-e-Anthropic-1024x576.jpg" alt="Montagem com fotos de Donald Trump e de pessoa segurando celular com logomarca da Anthropic na tela" class="wp-image-1307130" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Destaque-Trump-e-Anthropic-1024x576.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Destaque-Trump-e-Anthropic-300x169.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Destaque-Trump-e-Anthropic-768x432.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Destaque-Trump-e-Anthropic-1536x864.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Destaque-Trump-e-Anthropic-2048x1152.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Destaque-Trump-e-Anthropic-1920x1080.jpg 1920w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Destaque-Trump-e-Anthropic-1280x720.jpg 1280w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Destaque-Trump-e-Anthropic-150x84.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption">Governo Trump está de olho no novo modelo de IA desenvolvido pela Anthropic – Imagem: Chip Somodevilla e Stockinq – Shutterstock</figcaption></figure>
</div>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-que-e-o-mythos-da-anthropic">O que é o Mythos, da Anthropic</h2>
<ul>
<li>O <strong>Claude Mythos Preview</strong> é um modelo de IA de uso geral que, segundo a Anthropic, <strong>supera significativamente</strong> versões anteriores em diversos critérios, incluindo programação e raciocínio lógico;</li>
<li>A empresa afirma que alguns modelos já atingiram um nível de capacidade em código que lhes permite <strong>superar todos</strong>, exceto os humanos mais experientes, na identificação e exploração de vulnerabilidades;</li>
<li>Durante testes, o Mythos Preview teria identificado <strong>milhares</strong> de vulnerabilidades do tipo “zero-day”, inclusive em todos os principais sistemas operacionais e navegadores web. Essas falhas, desconhecidas pelos próprios desenvolvedores, representam <strong>oportunidades valiosas</strong> para hackers, já que oferecem acesso irrestrito a sistemas vulneráveis até que sejam corrigidas;</li>
<li>A Anthropic destacou que o Mythos foi capaz de identificar essas falhas com ainda menos intervenção humana do que modelos anteriores. “O Mythos Preview demonstra um <strong>salto</strong> nessas habilidades cibernéticas — as vulnerabilidades que ele identificou, em alguns casos, sobreviveram a <strong>décadas</strong> de revisão humana e <strong>milhões</strong> de testes de segurança automatizados”, afirmou a empresa.</li>
</ul>
<p>Especialistas alertam que, nas mãos de grupos de ransomware ou governos hostis, a tecnologia poderia resultar em ataques cibernéticos mais <strong>frequentes e devastadores</strong>.</p>
<p>Pesquisadores, no entanto, afirmam <strong>não ter acesso suficiente</strong> para verificar de forma independente o desempenho alegado do sistema. <strong>Gang Wang</strong>, professor associado de ciência da computação da Universidade de Illinois (EUA), disse à <em><a href="https://www.bloomberg.com/news/articles/2026-04-30/mythos-why-anthropic-s-ai-model-is-sparking-global-alarm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Bloomberg</a></em> que é <strong>difícil</strong> avaliar a relevância do Mythos sem testes práticos mais aprofundados.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-quem-tem-acesso-a-ferramenta-da-anthropic">Quem tem acesso à ferramenta da Anthropic</h2>
<p>A Anthropic concedeu acesso ao Mythos a um <strong>grupo limitado</strong> de parceiros verificados, em uma iniciativa chamada <strong><a href="https://olhardigital.com.br/2026/04/07/inteligencia-artificial/anthropic-lanca-novo-modelo-de-ia-para-fortalecer-ciberseguranca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Project Glasswing</a></strong> — nome inspirado em uma espécie de borboleta de asas transparentes. </p>
<p>Entre os participantes estão <strong>Amazon, Apple, Google</strong> (da Alphabet), <strong>Microsoft, Nvidia, Palo Alto Networks, CrowdStrike, Broadcom, Cisco, JPMorganChase e a Linux Foundation</strong>, além de cerca de outras <strong>40</strong> organizações.</p>
<p>De acordo com a empresa, o projeto representa “uma tentativa <strong>urgente</strong> de colocar essas capacidades a serviço da defesa”.</p>
<p>As organizações participantes utilizarão o Mythos em suas estratégias de segurança defensiva e a Anthropic pretende <strong>compartilhar</strong> os resultados obtidos para <strong>beneficiar</strong> outros setores.</p>
<p>Atualmente, muitas empresas realizam testes de invasão, contratando especialistas para identificar falhas antes que hackers as explorem. O Mythos pode <strong>acelerar</strong> esse processo, permitindo a descoberta de um maior número de vulnerabilidades em menos tempo.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-um-divisor-de-aguas-na-seguranca-digital">Um “divisor de águas” na segurança digital</h2>
<p>A Anthropic classificou o Mythos Preview como um “<strong>divisor de águas</strong>” para a segurança. Vulnerabilidades do tipo zero-day são, por natureza, <strong>difíceis</strong> de detectar, e existe um mercado especializado em descobri-las e vendê-las a agências de inteligência por valores que podem chegar a <strong>milhões de dólares</strong>.</p>
<p>Segundo a empresa, muitas das falhas identificadas pelo Mythos eram “<strong>sutis e difíceis de detectar</strong>“, incluindo uma vulnerabilidade de <strong>27 anos</strong> no sistema operacional <strong>OpenBSD</strong>, conhecido por seu alto nível de segurança.</p>
<p>O sistema também teria conseguido transformar vulnerabilidades conhecidas, mas ainda não corrigidas, em explorações práticas capazes de <strong>permitir</strong> a invasão de redes. Em um exemplo citado, o Mythos identificou e combinou diversas falhas no kernel do <strong>Linux</strong>, possibilitando que um invasor assumisse controle total de uma máquina.</p>
<p>A Anthropic afirmou ainda que usuários sem experiência técnica conseguiram solicitar ao sistema formas de assumir o controle remoto de computadores durante a noite e retornaram, no dia seguinte, com um exploit <strong>completo e funcional</strong>.</p>
<p>Ferramentas semelhantes também estão sendo desenvolvidas por outras empresas. A OpenAI trabalha no <strong>Codex Security</strong>, enquanto o Google desenvolveu o chamado “<strong>Big Sleep agent</strong>“.</p>
<p>Além disso, a OpenAI estaria finalizando um produto com capacidades avançadas de cibersegurança para parceiros selecionados. Pesquisadores da startup israelense <strong>Buzz</strong> afirmam ter criado uma ferramenta autônoma com taxa de sucesso de <strong>98%</strong> na exploração de falhas conhecidas.</p>
</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Olhar-Digital_27-5-1024x576.jpg" alt="Anthropic não aumentou o preço de Claude. Ele inventou algo melhor: inflação simbólica" class="wp-image-1310807" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Olhar-Digital_27-5-1024x576.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Olhar-Digital_27-5-300x169.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Olhar-Digital_27-5-768x432.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Olhar-Digital_27-5-150x84.jpg 150w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Olhar-Digital_27-5.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption">Medo é geral quando se trata da possibilidade de o Mythos facilitar o trabalho de hackers mundo afora – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)</figcaption></figure>
</div>
<p><strong>Leia mais:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2024/10/18/dicas-e-tutoriais/claude-ai-como-usar-inteligencia-artificial/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Claude.AI: como usar inteligência artificial</a></li>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2026/04/24/inteligencia-artificial/5-prompts-para-obter-respostas-mais-inteligentes-no-claude-ia-da-anthropic/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">5 prompts para obter respostas mais inteligentes no Claude, IA da Anthropic</a></li>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2026/04/24/pro/google-planeja-investir-ate-us-40-bilhoes-na-anthropic/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Google planeja investir até US$ 40 bilhões na Anthropic</a></li>
</ul>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-salvaguardas-ainda-em-desenvolvimento">Salvaguardas ainda em desenvolvimento</h2>
<p>Segundo a Anthropic, os mecanismos de segurança do Mythos ainda estão em <strong>evolução</strong>. “Observamos que ele atingiu níveis de confiabilidade e alinhamento <strong>sem precedentes</strong>. No entanto, em raras ocasiões em que falha ou apresenta comportamento atípico, notamos que ele toma atitudes que consideramos <strong>bastante preocupantes</strong>“, afirmou a empresa.</p>
<p>Em um teste, um pesquisador incentivou uma versão inicial do sistema a escapar de um ambiente isolado e enviar uma mensagem externa. O Mythos <strong>conseguiu</strong> realizar a tarefa e, em seguida, executou ações adicionais consideradas <strong>preocupantes</strong>, <strong>desenvolvendo um exploit</strong> em múltiplas etapas para acessar a internet.</p>
<p>A empresa afirmou que <strong>não pretende</strong> disponibilizar amplamente o Mythos Preview devido ao potencial de uso indevido. Ainda assim, planeja no futuro <strong>permitir</strong> a utilização de modelos semelhantes em larga escala, desde que sejam desenvolvidas <strong>salvaguardas</strong> capazes de detectar e bloquear os usos mais perigosos.</p>
<p>Para vulnerabilidades consideradas mais graves, <strong>especialistas humanos</strong> ainda participam do processo, validando as descobertas antes de encaminhá-las aos responsáveis pelos sistemas afetados. Embora necessário, esse procedimento é <strong>demorado</strong> — algo que pode ser reduzido à medida que a tecnologia evolui.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-vantagem-para-defensores-ou-atacantes">Vantagem para defensores ou atacantes?</h2>
<p>A Anthropic acredita que, no longo prazo, ferramentas como o Mythos <strong>favorecerão os defensores</strong>. No entanto, esse cenário pode <strong>levar tempo</strong> para se concretizar. Atualmente, <strong>menos de 1%</strong> das vulnerabilidades identificadas pelo sistema foram totalmente corrigidas.</p>
<p>Enquanto isso, hackers também utilizam IA para acelerar a exploração de falhas já divulgadas, <strong>reduzindo</strong> o tempo disponível para correções por parte das empresas.</p>
<p>Em publicação de <strong>30 de março</strong>, o CEO da Palo Alto Networks, <strong>Nikesh Arora</strong>, alertou que a barreira para ataques sofisticados <strong>continuará diminuindo</strong> nos próximos meses. “Agora, um único agente malicioso poderá executar campanhas que antes exigiam equipes inteiras”, escreveu.</p>
<p><strong>Yair Saban</strong>, CEO da Buzz e ex-integrante da unidade cibernética <strong>8200</strong> de Israel, afirmou que sua equipe levou apenas <strong>três semanas</strong> para desenvolver uma ferramenta de ataque baseada em IA, sugerindo que outros grupos podem fazer o mesmo.</p>
<p>Apesar dos riscos, a Anthropic sustenta que, no futuro, a tecnologia contribuirá para um <strong>ambiente digital mais seguro</strong>. “A longo prazo, esperamos que as capacidades de defesa dominem: que o mundo emerja <strong>mais seguro</strong>, com softwares <strong>mais robustos</strong> — em grande parte graças ao código escrito por esses modelos”, afirmou o grupo Frontier Red Team da empresa. “Mas o período de transição será difícil.”</p>
<p>O post <a href="https://olhardigital.com.br/2026/04/30/inteligencia-artificial/anthropic-mythos-acende-alerta-global-sobre-riscos-na-ciberseguranca/">Anthropic: Mythos acende alerta global sobre riscos na cibersegurança</a> apareceu primeiro em <a href="https://olhardigital.com.br/">Olhar Digital</a>.</p>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Anthropic: Mythos acende alerta global sobre riscos na cibersegurança</title>
		<link>https://www.infratic.com.br/anthropic-mythos-acende-alerta-global-sobre-riscos-na-ciberseguranca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[desenv01]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 18:06:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[anthropic]]></category>
		<category><![CDATA[Claude Mythos]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[mythos]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança e Privacidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.infratic.com.br/anthropic-mythos-acende-alerta-global-sobre-riscos-na-ciberseguranca/</guid>

					<description><![CDATA[A Anthropic afirmou que sua nova ferramenta de inteligência artificial (IA), o Claude Mythos, é tão eficaz na identificação de vulnerabilidades em softwares e sistemas computacionais que não pode ser disponibilizada ao público em geral. Segundo a empresa, a tecnologia foi liberada apenas para um grupo restrito de organizações cuidadosamente selecionadas, devido ao risco de que, nas mãos erradas, possa facilitar o roubo de dados ou a interrupção de infraestruturas críticas. As preocupações com segurança ganharam força após um episódio em que um pequeno grupo de usuários não autorizados conseguiu acesso ao sistema em um fórum privado online, de acordo com uma fonte com conhecimento do caso e documentos analisados pela Bloomberg. Diante desse cenário, a Casa Branca se posicionou contra o plano da Anthropic de ampliar o acesso ao Mythos para outras 70 empresas e organizações, segundo um funcionário do governo. O The Wall Street Journal foi o primeiro a noticiar as preocupações do governo dos Estados Unidos, que também teme que a Anthropic não disponha de capacidade computacional suficiente para atender mais usuários sem comprometer o uso da ferramenta por parte do próprio governo. Nos últimos anos, empresas de cibersegurança têm defendido que a IA pode acelerar e automatizar a prevenção de ataques digitais. No entanto, hackers e agentes de espionagem também passaram a explorar essas mesmas vantagens. O surgimento do Mythos e de modelos semelhantes, capazes de identificar falhas complexas sem supervisão humana, indica uma nova fase na corrida armamentista cibernética, marcada por maior velocidade e imprevisibilidade. Governo Trump está de olho no novo modelo de IA desenvolvido pela Anthropic – Imagem: Chip Somodevilla e Stockinq – Shutterstock O que é o Mythos, da Anthropic O Claude Mythos Preview é um modelo de IA de uso geral que, segundo a Anthropic, supera significativamente versões anteriores em diversos critérios, incluindo programação e raciocínio lógico; A empresa afirma que alguns modelos já atingiram um nível de capacidade em código que lhes permite superar todos, exceto os humanos mais experientes, na identificação e exploração de vulnerabilidades; Durante testes, o Mythos Preview teria identificado milhares de vulnerabilidades do tipo “zero-day”, inclusive em todos os principais sistemas operacionais e navegadores web. Essas falhas, desconhecidas pelos próprios desenvolvedores, representam oportunidades valiosas para hackers, já que oferecem acesso irrestrito a sistemas vulneráveis até que sejam corrigidas; A Anthropic destacou que o Mythos foi capaz de identificar essas falhas com ainda menos intervenção humana do que modelos anteriores. “O Mythos Preview demonstra um salto nessas habilidades cibernéticas — as vulnerabilidades que ele identificou, em alguns casos, sobreviveram a décadas de revisão humana e milhões de testes de segurança automatizados”, afirmou a empresa. Especialistas alertam que, nas mãos de grupos de ransomware ou governos hostis, a tecnologia poderia resultar em ataques cibernéticos mais frequentes e devastadores. Pesquisadores, no entanto, afirmam não ter acesso suficiente para verificar de forma independente o desempenho alegado do sistema. Gang Wang, professor associado de ciência da computação da Universidade de Illinois (EUA), disse à Bloomberg que é difícil avaliar a relevância do Mythos sem testes práticos mais aprofundados. Quem tem acesso à ferramenta da Anthropic A Anthropic concedeu acesso ao Mythos a um grupo limitado de parceiros verificados, em uma iniciativa chamada Project Glasswing — nome inspirado em uma espécie de borboleta de asas transparentes. Entre os participantes estão Amazon, Apple, Google (da Alphabet), Microsoft, Nvidia, Palo Alto Networks, CrowdStrike, Broadcom, Cisco, JPMorganChase e a Linux Foundation, além de cerca de outras 40 organizações. De acordo com a empresa, o projeto representa “uma tentativa urgente de colocar essas capacidades a serviço da defesa”. As organizações participantes utilizarão o Mythos em suas estratégias de segurança defensiva e a Anthropic pretende compartilhar os resultados obtidos para beneficiar outros setores. Atualmente, muitas empresas realizam testes de invasão, contratando especialistas para identificar falhas antes que hackers as explorem. O Mythos pode acelerar esse processo, permitindo a descoberta de um maior número de vulnerabilidades em menos tempo. Um “divisor de águas” na segurança digital A Anthropic classificou o Mythos Preview como um “divisor de águas” para a segurança. Vulnerabilidades do tipo zero-day são, por natureza, difíceis de detectar, e existe um mercado especializado em descobri-las e vendê-las a agências de inteligência por valores que podem chegar a milhões de dólares. Segundo a empresa, muitas das falhas identificadas pelo Mythos eram “sutis e difíceis de detectar“, incluindo uma vulnerabilidade de 27 anos no sistema operacional OpenBSD, conhecido por seu alto nível de segurança. O sistema também teria conseguido transformar vulnerabilidades conhecidas, mas ainda não corrigidas, em explorações práticas capazes de permitir a invasão de redes. Em um exemplo citado, o Mythos identificou e combinou diversas falhas no kernel do Linux, possibilitando que um invasor assumisse controle total de uma máquina. A Anthropic afirmou ainda que usuários sem experiência técnica conseguiram solicitar ao sistema formas de assumir o controle remoto de computadores durante a noite e retornaram, no dia seguinte, com um exploit completo e funcional. Ferramentas semelhantes também estão sendo desenvolvidas por outras empresas. A OpenAI trabalha no Codex Security, enquanto o Google desenvolveu o chamado “Big Sleep agent“. Além disso, a OpenAI estaria finalizando um produto com capacidades avançadas de cibersegurança para parceiros selecionados. Pesquisadores da startup israelense Buzz afirmam ter criado uma ferramenta autônoma com taxa de sucesso de 98% na exploração de falhas conhecidas. Medo é geral quando se trata da possibilidade de o Mythos facilitar o trabalho de hackers mundo afora – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital) Leia mais: Claude.AI: como usar inteligência artificial 5 prompts para obter respostas mais inteligentes no Claude, IA da Anthropic Google planeja investir até US$ 40 bilhões na Anthropic Salvaguardas ainda em desenvolvimento Segundo a Anthropic, os mecanismos de segurança do Mythos ainda estão em evolução. “Observamos que ele atingiu níveis de confiabilidade e alinhamento sem precedentes. No entanto, em raras ocasiões em que falha ou apresenta comportamento atípico, notamos que ele toma atitudes que consideramos bastante preocupantes“, afirmou a empresa. Em um teste, um pesquisador incentivou uma versão inicial do sistema]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>A <a href="https://olhardigital.com.br/tag/anthropic/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anthropic</a> afirmou que sua nova ferramenta de inteligência artificial (IA), o Claude <a href="https://olhardigital.com.br/tag/mythos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mythos</a>, é tão eficaz na identificação de vulnerabilidades em softwares e sistemas computacionais que <strong>não pode</strong> ser disponibilizada ao público em geral.</p>
<p>Segundo a empresa, a tecnologia foi liberada apenas para um grupo restrito de organizações cuidadosamente selecionadas, devido ao risco de que, nas mãos erradas, possa <strong>facilitar</strong> o roubo de dados ou a interrupção de infraestruturas críticas.</p>
<p>As preocupações com segurança ganharam força após um episódio em que um pequeno grupo de usuários não autorizados <strong>conseguiu acesso</strong> ao sistema em um fórum privado online, de acordo com uma fonte com conhecimento do caso e documentos analisados pela <em><a href="https://www.bloomberg.com/news/articles/2026-04-21/anthropic-s-mythos-model-is-being-accessed-by-unauthorized-users" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Bloomberg</a></em>.</p>
<p>Diante desse cenário, a Casa Branca se posicionou <strong>contra</strong> o plano da Anthropic de ampliar o acesso ao Mythos para outras <strong>70</strong> empresas e organizações, segundo um funcionário do governo.</p>
<p>O <em>The Wall Street Journal</em> foi o primeiro a noticiar as preocupações do governo dos Estados Unidos, que também teme que a Anthropic <strong>não disponha</strong> de capacidade computacional suficiente para atender mais usuários sem comprometer o uso da ferramenta por parte do próprio governo.</p>
<p>Nos últimos anos, empresas de cibersegurança têm defendido que a IA pode <strong>acelerar e automatizar</strong> a prevenção de ataques digitais. No entanto, hackers e agentes de espionagem também passaram a explorar essas mesmas vantagens.</p>
<p>O surgimento do Mythos e de modelos semelhantes, capazes de identificar falhas complexas sem supervisão humana, indica uma nova fase na <strong>corrida armamentista cibernética</strong>, marcada por maior velocidade e imprevisibilidade.</p>
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<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Destaque-Trump-e-Anthropic-1024x576.jpg" alt="Montagem com fotos de Donald Trump e de pessoa segurando celular com logomarca da Anthropic na tela" class="wp-image-1307130" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Destaque-Trump-e-Anthropic-1024x576.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Destaque-Trump-e-Anthropic-300x169.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Destaque-Trump-e-Anthropic-768x432.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Destaque-Trump-e-Anthropic-1536x864.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Destaque-Trump-e-Anthropic-2048x1152.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Destaque-Trump-e-Anthropic-1920x1080.jpg 1920w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Destaque-Trump-e-Anthropic-1280x720.jpg 1280w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Destaque-Trump-e-Anthropic-150x84.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption">Governo Trump está de olho no novo modelo de IA desenvolvido pela Anthropic – Imagem: Chip Somodevilla e Stockinq – Shutterstock</figcaption></figure>
</div>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-que-e-o-mythos-da-anthropic">O que é o Mythos, da Anthropic</h2>
<ul>
<li>O <strong>Claude Mythos Preview</strong> é um modelo de IA de uso geral que, segundo a Anthropic, <strong>supera significativamente</strong> versões anteriores em diversos critérios, incluindo programação e raciocínio lógico;</li>
<li>A empresa afirma que alguns modelos já atingiram um nível de capacidade em código que lhes permite <strong>superar todos</strong>, exceto os humanos mais experientes, na identificação e exploração de vulnerabilidades;</li>
<li>Durante testes, o Mythos Preview teria identificado <strong>milhares</strong> de vulnerabilidades do tipo “zero-day”, inclusive em todos os principais sistemas operacionais e navegadores web. Essas falhas, desconhecidas pelos próprios desenvolvedores, representam <strong>oportunidades valiosas</strong> para hackers, já que oferecem acesso irrestrito a sistemas vulneráveis até que sejam corrigidas;</li>
<li>A Anthropic destacou que o Mythos foi capaz de identificar essas falhas com ainda menos intervenção humana do que modelos anteriores. “O Mythos Preview demonstra um <strong>salto</strong> nessas habilidades cibernéticas — as vulnerabilidades que ele identificou, em alguns casos, sobreviveram a <strong>décadas</strong> de revisão humana e <strong>milhões</strong> de testes de segurança automatizados”, afirmou a empresa.</li>
</ul>
<p>Especialistas alertam que, nas mãos de grupos de ransomware ou governos hostis, a tecnologia poderia resultar em ataques cibernéticos mais <strong>frequentes e devastadores</strong>.</p>
<p>Pesquisadores, no entanto, afirmam <strong>não ter acesso suficiente</strong> para verificar de forma independente o desempenho alegado do sistema. <strong>Gang Wang</strong>, professor associado de ciência da computação da Universidade de Illinois (EUA), disse à <em><a href="https://www.bloomberg.com/news/articles/2026-04-30/mythos-why-anthropic-s-ai-model-is-sparking-global-alarm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Bloomberg</a></em> que é <strong>difícil</strong> avaliar a relevância do Mythos sem testes práticos mais aprofundados.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-quem-tem-acesso-a-ferramenta-da-anthropic">Quem tem acesso à ferramenta da Anthropic</h2>
<p>A Anthropic concedeu acesso ao Mythos a um <strong>grupo limitado</strong> de parceiros verificados, em uma iniciativa chamada <strong><a href="https://olhardigital.com.br/2026/04/07/inteligencia-artificial/anthropic-lanca-novo-modelo-de-ia-para-fortalecer-ciberseguranca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Project Glasswing</a></strong> — nome inspirado em uma espécie de borboleta de asas transparentes. </p>
<p>Entre os participantes estão <strong>Amazon, Apple, Google</strong> (da Alphabet), <strong>Microsoft, Nvidia, Palo Alto Networks, CrowdStrike, Broadcom, Cisco, JPMorganChase e a Linux Foundation</strong>, além de cerca de outras <strong>40</strong> organizações.</p>
<p>De acordo com a empresa, o projeto representa “uma tentativa <strong>urgente</strong> de colocar essas capacidades a serviço da defesa”.</p>
<p>As organizações participantes utilizarão o Mythos em suas estratégias de segurança defensiva e a Anthropic pretende <strong>compartilhar</strong> os resultados obtidos para <strong>beneficiar</strong> outros setores.</p>
<p>Atualmente, muitas empresas realizam testes de invasão, contratando especialistas para identificar falhas antes que hackers as explorem. O Mythos pode <strong>acelerar</strong> esse processo, permitindo a descoberta de um maior número de vulnerabilidades em menos tempo.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-um-divisor-de-aguas-na-seguranca-digital">Um “divisor de águas” na segurança digital</h2>
<p>A Anthropic classificou o Mythos Preview como um “<strong>divisor de águas</strong>” para a segurança. Vulnerabilidades do tipo zero-day são, por natureza, <strong>difíceis</strong> de detectar, e existe um mercado especializado em descobri-las e vendê-las a agências de inteligência por valores que podem chegar a <strong>milhões de dólares</strong>.</p>
<p>Segundo a empresa, muitas das falhas identificadas pelo Mythos eram “<strong>sutis e difíceis de detectar</strong>“, incluindo uma vulnerabilidade de <strong>27 anos</strong> no sistema operacional <strong>OpenBSD</strong>, conhecido por seu alto nível de segurança.</p>
<p>O sistema também teria conseguido transformar vulnerabilidades conhecidas, mas ainda não corrigidas, em explorações práticas capazes de <strong>permitir</strong> a invasão de redes. Em um exemplo citado, o Mythos identificou e combinou diversas falhas no kernel do <strong>Linux</strong>, possibilitando que um invasor assumisse controle total de uma máquina.</p>
<p>A Anthropic afirmou ainda que usuários sem experiência técnica conseguiram solicitar ao sistema formas de assumir o controle remoto de computadores durante a noite e retornaram, no dia seguinte, com um exploit <strong>completo e funcional</strong>.</p>
<p>Ferramentas semelhantes também estão sendo desenvolvidas por outras empresas. A OpenAI trabalha no <strong>Codex Security</strong>, enquanto o Google desenvolveu o chamado “<strong>Big Sleep agent</strong>“.</p>
<p>Além disso, a OpenAI estaria finalizando um produto com capacidades avançadas de cibersegurança para parceiros selecionados. Pesquisadores da startup israelense <strong>Buzz</strong> afirmam ter criado uma ferramenta autônoma com taxa de sucesso de <strong>98%</strong> na exploração de falhas conhecidas.</p>
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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Olhar-Digital_27-5-1024x576.jpg" alt="Anthropic não aumentou o preço de Claude. Ele inventou algo melhor: inflação simbólica" class="wp-image-1310807" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Olhar-Digital_27-5-1024x576.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Olhar-Digital_27-5-300x169.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Olhar-Digital_27-5-768x432.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Olhar-Digital_27-5-150x84.jpg 150w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Olhar-Digital_27-5.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption">Medo é geral quando se trata da possibilidade de o Mythos facilitar o trabalho de hackers mundo afora – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)</figcaption></figure>
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<p><strong>Leia mais:</strong></p>
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<h2 class="wp-block-heading" id="h-salvaguardas-ainda-em-desenvolvimento">Salvaguardas ainda em desenvolvimento</h2>
<p>Segundo a Anthropic, os mecanismos de segurança do Mythos ainda estão em <strong>evolução</strong>. “Observamos que ele atingiu níveis de confiabilidade e alinhamento <strong>sem precedentes</strong>. No entanto, em raras ocasiões em que falha ou apresenta comportamento atípico, notamos que ele toma atitudes que consideramos <strong>bastante preocupantes</strong>“, afirmou a empresa.</p>
<p>Em um teste, um pesquisador incentivou uma versão inicial do sistema a escapar de um ambiente isolado e enviar uma mensagem externa. O Mythos <strong>conseguiu</strong> realizar a tarefa e, em seguida, executou ações adicionais consideradas <strong>preocupantes</strong>, <strong>desenvolvendo um exploit</strong> em múltiplas etapas para acessar a internet.</p>
<p>A empresa afirmou que <strong>não pretende</strong> disponibilizar amplamente o Mythos Preview devido ao potencial de uso indevido. Ainda assim, planeja no futuro <strong>permitir</strong> a utilização de modelos semelhantes em larga escala, desde que sejam desenvolvidas <strong>salvaguardas</strong> capazes de detectar e bloquear os usos mais perigosos.</p>
<p>Para vulnerabilidades consideradas mais graves, <strong>especialistas humanos</strong> ainda participam do processo, validando as descobertas antes de encaminhá-las aos responsáveis pelos sistemas afetados. Embora necessário, esse procedimento é <strong>demorado</strong> — algo que pode ser reduzido à medida que a tecnologia evolui.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-vantagem-para-defensores-ou-atacantes">Vantagem para defensores ou atacantes?</h2>
<p>A Anthropic acredita que, no longo prazo, ferramentas como o Mythos <strong>favorecerão os defensores</strong>. No entanto, esse cenário pode <strong>levar tempo</strong> para se concretizar. Atualmente, <strong>menos de 1%</strong> das vulnerabilidades identificadas pelo sistema foram totalmente corrigidas.</p>
<p>Enquanto isso, hackers também utilizam IA para acelerar a exploração de falhas já divulgadas, <strong>reduzindo</strong> o tempo disponível para correções por parte das empresas.</p>
<p>Em publicação de <strong>30 de março</strong>, o CEO da Palo Alto Networks, <strong>Nikesh Arora</strong>, alertou que a barreira para ataques sofisticados <strong>continuará diminuindo</strong> nos próximos meses. “Agora, um único agente malicioso poderá executar campanhas que antes exigiam equipes inteiras”, escreveu.</p>
<p><strong>Yair Saban</strong>, CEO da Buzz e ex-integrante da unidade cibernética <strong>8200</strong> de Israel, afirmou que sua equipe levou apenas <strong>três semanas</strong> para desenvolver uma ferramenta de ataque baseada em IA, sugerindo que outros grupos podem fazer o mesmo.</p>
<p>Apesar dos riscos, a Anthropic sustenta que, no futuro, a tecnologia contribuirá para um <strong>ambiente digital mais seguro</strong>. “A longo prazo, esperamos que as capacidades de defesa dominem: que o mundo emerja <strong>mais seguro</strong>, com softwares <strong>mais robustos</strong> — em grande parte graças ao código escrito por esses modelos”, afirmou o grupo Frontier Red Team da empresa. “Mas o período de transição será difícil.”</p>
<p>O post <a href="https://olhardigital.com.br/2026/04/30/inteligencia-artificial/anthropic-mythos-acende-alerta-global-sobre-riscos-na-ciberseguranca/">Anthropic: Mythos acende alerta global sobre riscos na cibersegurança</a> apareceu primeiro em <a href="https://olhardigital.com.br/">Olhar Digital</a>.</p>
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