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	<title>código &#8211; Infratic</title>
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		<title>ShadowMQ: falha silenciosa que expôs vulnerabilidades na infraestrutura de IA</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 23:35:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O ecossistema de IA acaba de ganhar um novo vilão: o ShadowMQ. A vulnerabilidade se espalhou de forma discreta entre projetos bastante conhecidos, atingindo frameworks usados por empresas como Meta, Nvidia, Microsoft e outras gigantes do setor. A descoberta, feita pela equipe da Oligo Security, expôs como a simples prática de reaproveitar trechos de código (algo comum e até incentivado) pode abrir brechas sérias na infraestrutura que sustenta grande parte das aplicações modernas de IA. Falha ShadowMQ atinge grandes frameworks e expõe dados sensíveis e operações em servidores de IA corporativos. Imagem: Song_about_summer/Shutterstock Uma descoberta que revelou um padrão maior O caso veio à tona em 2024, quando pesquisadores analisavam o LlaMa Stack, da Meta, e encontraram um uso problemático do método recv_pyobj() do ZeroMQ (ZMQ). Ele abre mensagens usando pickle, um sistema capaz de executar código automaticamente ao ler certos dados. Em um servidor acessível pela internet, isso vira um risco evidente: uma mensagem mal-intencionada pode ser interpretada como um comando legítimo – e o sistema simplesmente o executa. A Meta corrigiu o problema rapidamente, trocando pickle por JSON. Mas o que chamou atenção depois foi algo mais preocupante: outros frameworks traziam exatamente o mesmo trecho vulnerável, copiado quase ao pé da letra. Assim surgiu o nome ShadowMQ – uma falha que se espalha sem que ninguém perceba, apenas porque um projeto herda o código do outro. Por que isso virou um problema em cadeia A mesma falha apareceu em frameworks amplamente usados em empresas e universidades. No SGLang, por exemplo, o próprio arquivo mencionava que havia sido adaptado do vLLM, trazendo junto toda a lógica insegura. Esses sistemas costumam rodar em servidores potentes, com várias GPUs e informações sensíveis. Isso torna o cenário ainda mais crítico: uma vulnerabilidade desse tipo pode permitir ataques graves, como execução remota de código (RCE), em que o invasor envia um comando e o servidor age como se fosse algo legítimo. Para demonstrar que o risco não era teórico, a Oligo gravou ataques reais funcionando em ferramentas como Nvidia TensorRT-LLM e Modular Max. O uso inseguro de pickle no Llama Stack permitiu que mensagens maliciosas executem comandos no servidor. Imagem: Fajri Mulia Hidayat/Shutterstock O que poderia acontecer se a falha fosse explorada Segundo os pesquisadores, um invasor poderia: executar comandos diretamente no servidor de IA; acessar outros sistemas internos conectados a ele; vazar informações sensíveis; instalar programas maliciosos, como mineradores de criptomoedas; comprometer clusters inteiros usados em produção. O alerta fica ainda mais forte porque milhares de sockets ZMQ estão expostos na internet pública – alguns justamente em servidores voltados à execução de modelos de IA. As correções já feitas Após os relatórios, vários projetos liberaram atualizações: Meta Llama Stack (out/2024) – remoção do pickle e adoção de JSON. vLLM (mai/2025) – substituição do mecanismo vulnerável por outro seguro. NVIDIA TensorRT-LLM (mai/2025) – implementação de autenticação HMAC. Modular Max Server (jun/2025) – migração para msgpack. Mas nem todos avançaram da mesma forma. O Sarathi-Serve, da Microsoft, segue vulnerável.O SGLang aplicou correções parciais, o que deixa parte do risco ativo. Esses casos foram classificados como “vulnerabilidades ocultas”: falhas que já são conhecidas, mas continuam prontas para serem exploradas. O episódio reforça que segurança não pode ser tratada como detalhe: ela precisa fazer parte do desenvolvimento desde o início. Imagem: BOY ANTHONY/Shutterstock Como reduzir riscos daqui pra frente Para evitar novas falhas como o ShadowMQ, especialistas orientam instalar as versões corrigidas dos frameworks e abandonar soluções que reconstruam dados automaticamente a partir de fontes externas, como pickle ou recv_pyobj(). Também recomendam adicionar autenticação às conexões ZeroMQ, limitar sockets para uso interno e reforçar o treinamento das equipes para reconhecer riscos na manipulação de dados recebidos pela rede. Leia mais: Nova vulnerabilidade pode travar navegadores em segundos Hackers podem invadir redes celulares à distância, diz estudo Pesquisadores descobrem brechas em pagamentos sem contato O caso ShadowMQ mostra como copiar código sem revisão pode disseminar vulnerabilidades em diferentes projetos de IA. O episódio reforça que segurança não pode ser tratada como detalhe: ela precisa fazer parte do desenvolvimento desde o início. O post ShadowMQ: falha silenciosa que expôs vulnerabilidades na infraestrutura de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.]]></description>
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<p>O ecossistema de IA acaba de ganhar um novo vilão: o ShadowMQ. A <a href="https://olhardigital.com.br/tag/vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vulnerabilidade</a> se espalhou de forma discreta entre projetos bastante conhecidos, atingindo frameworks usados por empresas como <a href="https://olhardigital.com.br/tag/meta/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Meta</a>, <a href="https://olhardigital.com.br/tag/nvidia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nvidia</a>, <a href="https://olhardigital.com.br/tag/microsoft/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Microsoft</a> e outras gigantes do setor.</p>
<p>A descoberta, feita pela equipe da <a href="https://www.oligo.security/blog/shadowmq-how-code-reuse-spread-critical-vulnerabilities-across-the-ai-ecosystem"><em>Oligo Security</em></a>, expôs como a simples prática de reaproveitar trechos de código (algo comum e até incentivado) pode abrir brechas sérias na infraestrutura que sustenta grande parte das aplicações modernas de IA.</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="492" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2024/07/hacker-1024x492.jpg" alt="Falha ShadowMQ atinge grandes frameworks e expõe dados sensíveis e operações em servidores de IA corporativos." class="wp-image-938877" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/07/hacker-1024x492.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/07/hacker-300x144.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/07/hacker-768x369.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/07/hacker-1536x738.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/07/hacker-2048x984.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/07/hacker-150x72.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption"><em>Falha ShadowMQ atinge grandes frameworks e expõe dados sensíveis e operações em servidores de IA corporativos. Imagem: Song_about_summer/Shutterstock</em></figcaption></figure>
</div>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-uma-descoberta-que-revelou-um-padrao-maior"><strong>Uma descoberta que revelou um padrão maior</strong></h2>
<p>O caso veio à tona em 2024, quando pesquisadores analisavam o LlaMa Stack, da Meta, e encontraram um uso problemático do método recv_pyobj() do ZeroMQ (ZMQ). Ele abre mensagens usando pickle, um sistema capaz de executar código automaticamente ao ler certos dados.</p>
<p>Em um servidor acessível pela internet, isso vira um risco evidente: uma mensagem mal-intencionada pode ser interpretada como um comando legítimo – e o sistema simplesmente o executa.</p>
<p>A Meta corrigiu o problema rapidamente, trocando pickle por JSON. Mas o que chamou atenção depois foi algo mais preocupante: outros frameworks traziam exatamente o mesmo trecho vulnerável, copiado quase ao pé da letra.</p>
<p>Assim surgiu o nome ShadowMQ – uma falha que se espalha sem que ninguém perceba, apenas porque um projeto herda o código do outro.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-por-que-isso-virou-um-problema-em-cadeia">Por que isso virou um problema em cadeia</h2>
<p>A mesma falha apareceu em frameworks amplamente usados em empresas e universidades. No SGLang, por exemplo, o próprio arquivo mencionava que havia sido adaptado do vLLM, trazendo junto toda a lógica insegura.</p>
<p>Esses sistemas costumam rodar em servidores potentes, com várias GPUs e informações sensíveis. Isso torna o cenário ainda mais crítico: uma vulnerabilidade desse tipo pode permitir ataques graves, como execução remota de código (RCE), em que o invasor envia um comando e o servidor age como se fosse algo legítimo.</p>
<p>Para demonstrar que o risco não era teórico, a Oligo gravou ataques reais funcionando em ferramentas como Nvidia TensorRT-LLM e Modular Max.</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="768" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2025/09/meta-llama-4-1024x768.jpg" alt="O uso inseguro de pickle no Llama Stack permitiu que mensagens maliciosas executem comandos no servidor." class="wp-image-1187305" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/09/meta-llama-4-1024x768.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/09/meta-llama-4-300x225.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/09/meta-llama-4-768x576.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/09/meta-llama-4-1536x1152.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/09/meta-llama-4-2048x1536.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/09/meta-llama-4-150x113.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption"><em>O uso inseguro de pickle no Llama Stack permitiu que mensagens maliciosas executem comandos no servidor. Imagem: Fajri Mulia Hidayat/Shutterstock</em></figcaption></figure>
</div>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-que-poderia-acontecer-se-a-falha-fosse-explorada"><strong>O que poderia acontecer se a falha fosse explorada</strong></h2>
<p>Segundo os pesquisadores, um invasor poderia:</p>
<ul>
<li>executar comandos diretamente no servidor de IA;</li>
<li>acessar outros sistemas internos conectados a ele;</li>
<li>vazar informações sensíveis;</li>
<li>instalar programas maliciosos, como mineradores de criptomoedas;</li>
<li>comprometer clusters inteiros usados em produção.</li>
</ul>
<p>O alerta fica ainda mais forte porque milhares de sockets ZMQ estão expostos na internet pública – alguns justamente em servidores voltados à execução de modelos de IA.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-as-correcoes-ja-feitas"><strong>As correções já feitas</strong></h2>
<p>Após os relatórios, vários projetos liberaram atualizações:</p>
<ul>
<li><strong>Meta Llama Stack (out/2024)</strong> – remoção do pickle e adoção de JSON.</li>
<li><strong>vLLM (mai/2025)</strong> – substituição do mecanismo vulnerável por outro seguro.</li>
<li><strong>NVIDIA TensorRT-LLM (mai/2025)</strong> – implementação de autenticação HMAC.</li>
<li><strong>Modular Max Server (jun/2025)</strong> – migração para msgpack.</li>
</ul>
<p>Mas nem todos avançaram da mesma forma.</p>
<p>O <strong>Sarathi-Serve</strong>, da Microsoft, segue vulnerável.<br />O <strong>SGLang</strong> aplicou correções parciais, o que deixa parte do risco ativo.</p>
<p>Esses casos foram classificados como “vulnerabilidades ocultas”: falhas que já são conhecidas, mas continuam prontas para serem exploradas.</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="1000" height="667" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Hackers-que-fazem-uso-de-IA.jpg" alt="O episódio reforça que segurança não pode ser tratada como detalhe: ela precisa fazer parte do desenvolvimento desde o início." class="wp-image-1215593" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Hackers-que-fazem-uso-de-IA.jpg 1000w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Hackers-que-fazem-uso-de-IA-300x200.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Hackers-que-fazem-uso-de-IA-768x512.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Hackers-que-fazem-uso-de-IA-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px"><figcaption class="wp-element-caption"><em>O episódio reforça que segurança não pode ser tratada como detalhe: ela precisa fazer parte do desenvolvimento desde o início. Imagem: BOY ANTHONY/Shutterstock</em></figcaption></figure>
</div>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-reduzir-riscos-daqui-pra-frente"><strong>Como reduzir riscos daqui pra frente</strong></h2>
<p>Para evitar novas falhas como o ShadowMQ, especialistas orientam instalar as versões corrigidas dos frameworks e abandonar soluções que reconstruam dados automaticamente a partir de fontes externas, como pickle ou recv_pyobj().</p>
<p>Também recomendam adicionar autenticação às conexões ZeroMQ, limitar sockets para uso interno e reforçar o treinamento das equipes para reconhecer riscos na manipulação de dados recebidos pela rede.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2025/11/04/seguranca/nova-vulnerabilidade-pode-travar-navegadores-em-segundos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nova vulnerabilidade pode travar navegadores em segundos</a></li>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2025/11/05/seguranca/hackers-podem-invadir-redes-celulares-a-distancia-diz-estudo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Hackers podem invadir redes celulares à distância, diz estudo</a></li>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2025/10/28/pro/pesquisadores-descobrem-brechas-em-pagamentos-sem-contato/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pesquisadores descobrem brechas em pagamentos sem contato</a></li>
</ul>
<p>O caso ShadowMQ mostra como copiar código sem revisão pode disseminar vulnerabilidades em diferentes projetos de IA. O episódio reforça que segurança não pode ser tratada como detalhe: ela precisa fazer parte do desenvolvimento desde o início.</p>
<p>O post <a href="https://olhardigital.com.br/2025/11/19/seguranca/shadowmq-falha-silenciosa-que-expos-vulnerabilidades-na-infraestrutura-de-ia/">ShadowMQ: falha silenciosa que expôs vulnerabilidades na infraestrutura de IA</a> apareceu primeiro em <a href="https://olhardigital.com.br/">Olhar Digital</a>.</p>
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