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	<title>faixa de gaza &#8211; Infratic</title>
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		<title>Israel usa nuvem da Microsoft para espionar palestinos, diz jornal</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Aug 2025 16:11:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma investigação conjunta do The Guardian com as publicações israelenses +972 Magazine e Local Call revelou que a elite de inteligência militar de Israel, a Unidade 8200, utiliza a plataforma de nuvem Azure da Microsoft para armazenar e analisar um vasto volume de chamadas telefônicas feitas por palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. O projeto, que se tornou operacional em 2022, permite a coleta e armazenamento de até um milhão de chamadas por hora, criando um dos maiores e mais abrangentes sistemas de vigilância sobre uma população específica no mundo. Parceria estratégica entre Microsoft e o setor de inteligência israelense Sede da Microsoft em Bucareste, Romênia (Créditos: lcva2 / iStock) Segundo a reportagem, em 2021, Satya Nadella, CEO da Microsoft, teve uma reunião com Yossi Sariel, comandante da Unidade 8200, para viabilizar a migração de enormes quantidades de dados de inteligência para a nuvem da empresa. Sariel obteve apoio para criar uma área personalizada e segregada na nuvem Azure, garantindo capacidade praticamente ilimitada para armazenar chamadas telefônicas e outros dados sigilosos. Documentos internos vazados e fontes próximas confirmam que engenheiros da Microsoft trabalharam diretamente sob orientação da Unidade 8200 para implementar medidas avançadas de segurança que permitiram a transferência e o armazenamento massivo dessas informações sensíveis em datacenters localizados principalmente na Holanda e Irlanda. O papel da nuvem Azure na vigilância e operações militares Segundo diversas fontes da Unidade 8200 ouvidas pelo The Guardian, os dados armazenados no Azure foram usados para planejar ataques aéreos e operações militares na região. A tecnologia possibilita que oficiais de inteligência analisem o conteúdo de chamadas telefônicas feitas por pessoas na faixa de Gaza e nas proximidades de alvos militares. Palestinos inspecionam suas casas destruídas, após um ataque aéreo israelense, em meio a intensos combates entre Israel e o Hamas, no centro da Faixa de Gaza, em 7 de agosto de 2024. Imagem: Anas-Mohammed / Shutterstock Isso inclui a análise massiva do que era antes um espaço restrito a suspeitos específicos, passando para uma vigilância indiscriminada de milhões de cidadãos palestinos. O uso deste sistema aumentou durante a campanha militar que matou dezenas de milhares de civis, incluindo crianças. Principais características do sistema de vigilância baseado na nuvem Microsoft Azure: Armazena até 1 milhão de chamadas telefônicas por hora; Conteúdo das chamadas pode ser reproduzido para análise detalhada; Utiliza inteligência artificial para análise de mensagens de texto, classificando-as por risco; Sistemas criados para prever ameaças e identificar potenciais alvos; Dados armazenados em datacenters internacionais (Holanda e Irlanda); Reforço de medidas de segurança baseadas em especificações da Unidade 8200; Colaboração de ex-membros da Unidade 8200 que trabalham na Microsoft facilitaria o projeto. Impactos e controvérsias éticas O projeto, idealizado pelo então comandante Yossi Sariel, foi apresentado como uma revolução na inteligência militar israelense, estimulando o monitoramento massivo da população palestina – relata o The Guardian. A abordagem mudou de monitorar alvos específicos para vigiar “todos, o tempo todo”, ampliando o escopo da vigilância e levantando sérias questões de direitos humanos. Algumas fontes internas da própria Unidade 8200 apontam que informações extraídas podem ter sido usadas para justificar prisões arbitrárias, chantagem e até execuções. Microsoft diz que se limita a fortalecer a cibersegurança de Israel (Créditos: Alexander Sikov / iStock) Leia mais: Israel estaria usando programa de reconhecimento facial sem autorização em Gaza Meta permite anúncios para compra de drones por Israel, aponta investigação 5 filmes que abordam aspectos do conflito entre Israel e Palestina A Microsoft, por sua vez, afirma não ter conhecimento do uso da plataforma para vigilância de civis ou armazenamento de tais dados, enfatizando que seu relacionamento com a Unidade 8200 limita-se a fortalecer a cibersegurança de Israel. Um porta-voz da empresa disse que Satya Nadella esteve apenas brevemente na reunião e não discutiu detalhes do conteúdo armazenado no Azure. O post Israel usa nuvem da Microsoft para espionar palestinos, diz jornal apareceu primeiro em Olhar Digital.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Uma investigação conjunta do <a href="https://www.theguardian.com/world/2025/aug/06/microsoft-israeli-military-palestinian-phone-calls-cloud" target="_blank" rel="noreferrer noopener">The Guardian</a> com as publicações israelenses +972 Magazine e Local Call revelou que a elite de inteligência militar de <a href="https://olhardigital.com.br/tag/israel" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Israel</a>, a Unidade 8200, utiliza a plataforma de nuvem <a href="https://olhardigital.com.br/tag/azure" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Azure</a> da <a href="https://olhardigital.com.br/tag/microsoft/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Microsoft</a> para armazenar e analisar um vasto volume de chamadas telefônicas feitas por palestinos na <a href="https://olhardigital.com.br/tag/faixa-de-gaza/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Faixa de Gaza</a> e na Cisjordânia. </p>
<p>O projeto, que se tornou operacional em 2022, permite a coleta e armazenamento de até um milhão de chamadas por hora, criando um dos maiores e mais abrangentes sistemas de vigilância sobre uma população específica no mundo.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-parceria-estrategica-entre-microsoft-e-o-setor-de-inteligencia-israelense">Parceria estratégica entre Microsoft e o setor de inteligência israelense</h2>
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<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2025/08/sede-da-microsoft-1-1024x683.jpg" alt="Sede da Microsoft em Bucareste, Romênia" class="wp-image-1160903" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/08/sede-da-microsoft-1-1024x683.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/08/sede-da-microsoft-1-300x200.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/08/sede-da-microsoft-1-768x512.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/08/sede-da-microsoft-1-1536x1024.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/08/sede-da-microsoft-1-2048x1365.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/08/sede-da-microsoft-1-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption">Sede da Microsoft em Bucareste, Romênia (Créditos: lcva2 / iStock)</figcaption></figure>
</div>
<p>Segundo a reportagem, em 2021, Satya Nadella, CEO da Microsoft, teve uma reunião com Yossi Sariel, comandante da Unidade 8200, para viabilizar a migração de enormes quantidades de dados de inteligência para a nuvem da empresa. Sariel obteve apoio para criar uma área personalizada e segregada na nuvem Azure, garantindo capacidade praticamente ilimitada para armazenar chamadas telefônicas e outros dados sigilosos.</p>
<p>Documentos internos vazados e fontes próximas confirmam que engenheiros da Microsoft trabalharam diretamente sob orientação da Unidade 8200 para implementar medidas avançadas de segurança que permitiram a transferência e o armazenamento massivo dessas informações sensíveis em datacenters localizados principalmente na Holanda e Irlanda.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-papel-da-nuvem-azure-na-vigilancia-e-operacoes-militares">O papel da nuvem Azure na vigilância e operações militares</h2>
<p>Segundo diversas fontes da Unidade 8200 ouvidas pelo The Guardian, os dados armazenados no Azure foram usados para planejar ataques aéreos e operações militares na região. A tecnologia possibilita que oficiais de inteligência analisem o conteúdo de chamadas telefônicas feitas por pessoas na faixa de Gaza e nas proximidades de alvos militares.</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2024/09/guerra-israel-hamas-1024x683.jpg" alt="Palestinos inspecionam suas casas destruídas, após um ataque aéreo israelense, em meio a intensos combates entre Israel e o Hamas, no centro da Faixa de Gaza, em 7 de agosto de 2024." class="wp-image-975642" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/09/guerra-israel-hamas-1024x683.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/09/guerra-israel-hamas-300x200.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/09/guerra-israel-hamas-768x512.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/09/guerra-israel-hamas-1536x1024.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/09/guerra-israel-hamas-2048x1365.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/09/guerra-israel-hamas-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption">Palestinos inspecionam suas casas destruídas, após um ataque aéreo israelense, em meio a intensos combates entre Israel e o Hamas, no centro da Faixa de Gaza, em 7 de agosto de 2024. Imagem: Anas-Mohammed / Shutterstock</figcaption></figure>
</div>
<p>Isso inclui a análise massiva do que era antes um espaço restrito a suspeitos específicos, passando para uma vigilância indiscriminada de milhões de cidadãos palestinos. O uso deste sistema aumentou durante a campanha militar que matou dezenas de milhares de civis, incluindo crianças.</p>
<p><strong>Principais características do sistema de vigilância baseado na nuvem Microsoft Azure:</strong></p>
<ul>
<li>Armazena até 1 milhão de chamadas telefônicas por hora;</li>
<li>Conteúdo das chamadas pode ser reproduzido para análise detalhada;</li>
<li>Utiliza inteligência artificial para análise de mensagens de texto, classificando-as por risco;</li>
<li>Sistemas criados para prever ameaças e identificar potenciais alvos;</li>
<li>Dados armazenados em datacenters internacionais (Holanda e Irlanda);</li>
<li>Reforço de medidas de segurança baseadas em especificações da Unidade 8200;</li>
<li>Colaboração de ex-membros da Unidade 8200 que trabalham na Microsoft facilitaria o projeto.</li>
</ul>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-impactos-e-controversias-eticas">Impactos e controvérsias éticas</h2>
<p>O projeto, idealizado pelo então comandante Yossi Sariel, foi apresentado como uma revolução na inteligência militar israelense, estimulando o monitoramento massivo da população palestina – relata o The Guardian. A abordagem mudou de monitorar alvos específicos para vigiar “todos, o tempo todo”, ampliando o escopo da vigilância e levantando sérias questões de direitos humanos. Algumas fontes internas da própria Unidade 8200 apontam que informações extraídas podem ter sido usadas para justificar prisões arbitrárias, chantagem e até execuções.</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="540" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cibersegurana-1024x540.jpg" alt="cibersegurança" class="wp-image-1161006" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cibersegurana-1024x540.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cibersegurana-300x158.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cibersegurana-768x405.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cibersegurana-1536x810.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cibersegurana-2048x1080.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cibersegurana-150x79.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption">Microsoft diz que se limita a fortalecer a cibersegurança de Israel (Créditos: Alexander Sikov / iStock)</figcaption></figure>
</div>
<p><strong>Leia mais:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2024/03/28/seguranca/israel-estaria-usando-programa-de-reconhecimento-facial-sem-autorizacao-em-gaza/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Israel estaria usando programa de reconhecimento facial sem autorização em Gaza</a></li>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2025/07/21/pro/meta-permite-anuncios-para-compra-de-drones-por-israel-aponta-investigacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Meta permite anúncios para compra de drones por Israel, aponta investigação</a></li>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2025/06/23/cinema-e-streaming/5-filmes-que-abordam-aspectos-do-conflito-entre-israel-e-palestina/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">5 filmes que abordam aspectos do conflito entre Israel e Palestina</a></li>
</ul>
<p>A Microsoft, por sua vez, afirma não ter conhecimento do uso da plataforma para vigilância de civis ou armazenamento de tais dados, enfatizando que seu relacionamento com a Unidade 8200 limita-se a fortalecer a cibersegurança de Israel. Um porta-voz da empresa disse que Satya Nadella esteve apenas brevemente na reunião e não discutiu detalhes do conteúdo armazenado no Azure.</p>
<p>O post <a href="https://olhardigital.com.br/2025/08/06/seguranca/israel-usa-nuvem-da-microsoft-para-espionar-palestinos-diz-jornal/">Israel usa nuvem da Microsoft para espionar palestinos, diz jornal</a> apareceu primeiro em <a href="https://olhardigital.com.br/">Olhar Digital</a>.</p>
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