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	<title>spaceX &#8211; Infratic</title>
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	<title>spaceX &#8211; Infratic</title>
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	<item>
		<title>Apagão no Irã impõe maior teste de segurança já enfrentado pela Starlink</title>
		<link>https://www.infratic.com.br/apagao-no-ira-impoe-maior-teste-de-seguranca-ja-enfrentado-pela-starlink/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[desenv01]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jan 2026 13:44:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Segurança e Privacidade]]></category>
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					<description><![CDATA[O regime do Irã transformou o apagão digital imposto ao país num teste de força contra a internet via satélite de Elon Musk. Em meio a uma onda de protestos e repressão violenta, a rede Starlink virou alvo de interferências, bloqueios e técnicas de sabotagem. A ofensiva colocou a SpaceX no centro de uma disputa geopolítica. Segundo a Reuters, a repressão no Irã representa um dos testes de segurança mais severos já enfrentados pela Starlink, usada como rota alternativa de comunicação quando governos desligam redes convencionais. Irã amplia apagão e tenta fechar até rotas digitais alternativas O bloqueio começou no início de janeiro e reduziu a conectividade do país a cerca de 1% do nível normal. Diferentemente de apagões anteriores, o regime não manteve nem mesmo sua intranet doméstica funcionando. O resultado é um isolamento quase absoluto de 85 milhões de pessoas, com impactos diretos sobre comunicação, serviços básicos e economia. Nem satélites da Starlink escaparam do apagão imposto pelo regime iraniano no país (Imagem: xnk/Shutterstock) Para conter o fluxo de imagens e relatos sobre a repressão, o governo iraniano passou a atacar a internet via satélite. Especialistas relatam o uso de jammers (equipamentos que geram interferência na mesma frequência dos satélites) posicionados próximos a áreas urbanas e regiões de protesto. O objetivo é embaralhar ou derrubar o sinal da Starlink, que em crises anteriores permitiu que vídeos e denúncias chegassem ao exterior. A Reuters aponta que o Irã também adotou técnicas de “spoofing”, com a transmissão de sinais falsos de GPS para confundir os terminais. Na prática, isso não elimina totalmente a conexão, mas a degrada a ponto de inviabilizar chamadas de vídeo ou transmissões em tempo real. Mesmo banida oficialmente no país, a Starlink circula por rotas clandestinas. Ativistas estimam que dezenas de milhares de antenas tenham sido contrabandeadas, embora não se saiba quantas estão ativas. Organizações de direitos humanos afirmam que a maioria dos vídeos verificados sobre mortes e feridos nos protestos recentes veio de pessoas com acesso à rede via satélite. Disputa expõe limites do controle estatal sobre a internet O confronto entre Teerã e a Starlink vai além do contexto iraniano. Analistas ouvidos pela Reuters afirmam que a resposta da SpaceX é observada de perto por forças armadas, agências de inteligência e até rivais estratégicos como a China, interessada em desenvolver suas próprias constelações de satélites. A arquitetura da Starlink dificulta o bloqueio total. Com cerca de dez mil satélites em órbita baixa, se movendo a alta velocidade, o sistema é muito mais resiliente do que modelos tradicionais baseados em poucos satélites geoestacionários. Ainda assim, o caso iraniano mostra que regimes autoritários estão aprendendo a elevar o custo técnico desse tipo de conexão. No plano interno, o apagão tem efeitos devastadores. Caixas eletrônicos deixaram de funcionar, bancos operam de forma limitada e cidadãos não conseguem acessar recursos financeiros básicos. Especialistas estimam prejuízos de centenas de milhões de dólares por dia, enquanto a falta de internet dificulta a verificação independente de mortes e prisões em massa. O post Apagão no Irã impõe maior teste de segurança já enfrentado pela Starlink apareceu primeiro em Olhar Digital.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>O regime do <a href="https://olhardigital.com.br/tag/ira/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Irã</a> transformou o apagão digital imposto ao país num <strong>teste de força contra a internet via satélite de Elon Musk</strong>. Em meio a uma onda de protestos e <strong>repressão violenta</strong>, a rede <strong><a href="https://olhardigital.com.br/tag/starlink/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Starlink</a></strong> virou alvo de <strong>interferências, bloqueios e técnicas de sabotagem</strong>.</p>
<p>A ofensiva colocou a <strong>SpaceX</strong> no centro de uma <strong>disputa geopolítica</strong>. <a href="https://www.reuters.com/world/musks-starlink-faces-high-profile-security-test-iran-crackdown-2026-01-16/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Segundo a <em>Reuters</em></a>, a <strong>repressão no Irã representa um dos testes de segurança mais severos já enfrentados pela Starlink</strong>, usada como <strong>rota alternativa de comunicação</strong> quando governos desligam redes convencionais.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-ira-amplia-apagao-e-tenta-fechar-ate-rotas-digitais-alternativas">Irã amplia apagão e tenta fechar até rotas digitais alternativas</h2>
<p>O bloqueio começou <strong>no início de janeiro</strong> e <a href="https://olhardigital.com.br/2026/01/14/internet-e-redes-sociais/como-o-ira-desligou-a-internet-do-pais-inteiro-durante-onda-de-protestos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reduziu a conectividade do país a <strong>cerca de 1% do nível normal</strong></a>. Diferentemente de apagões anteriores, o regime não manteve nem mesmo sua <strong>intranet doméstica</strong> funcionando. O resultado é um <strong>isolamento quase absoluto de 85 milhões de pessoas</strong>, com impactos diretos sobre <strong>comunicação, serviços básicos e economia</strong>.</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="577" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2025/04/satlites-starlink-scaled-e1753461830392-1024x577.jpg" alt="Representação artística da megaconstelação de satélites Starlink, da SpaceX, na órbita da Terra" class="wp-image-1104442" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/satlites-starlink-scaled-e1753461830392-1024x577.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/satlites-starlink-scaled-e1753461830392-300x169.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/satlites-starlink-scaled-e1753461830392-768x433.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/satlites-starlink-scaled-e1753461830392-1536x865.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/satlites-starlink-scaled-e1753461830392-2048x1154.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/satlites-starlink-scaled-e1753461830392-1920x1080.jpg 1920w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/satlites-starlink-scaled-e1753461830392-1280x720.jpg 1280w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/satlites-starlink-scaled-e1753461830392-150x84.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption">Nem satélites da Starlink escaparam do apagão imposto pelo regime iraniano no país (Imagem: xnk/Shutterstock)</figcaption></figure>
</div>
<p>Para conter o fluxo de <strong>imagens e relatos sobre a repressão</strong>, o governo iraniano passou a atacar a <strong>internet via satélite</strong>. Especialistas relatam o uso de <strong><em>jammers</em></strong> (equipamentos que geram <strong>interferência na mesma frequência dos satélites</strong>) posicionados próximos a <strong>áreas urbanas e regiões de protesto</strong>. O objetivo é <strong>embaralhar ou derrubar o sinal da Starlink</strong>, que em crises anteriores permitiu que <strong>vídeos e denúncias chegassem ao exterior</strong>.</p>
<p>A <em>Reuters</em> aponta que o Irã também adotou técnicas de <strong>“spoofing”</strong>, com a transmissão de <strong>sinais falsos de GPS</strong> para confundir os terminais. Na prática, isso não elimina totalmente a conexão, mas a <strong>degrada a ponto de inviabilizar chamadas de vídeo ou transmissões em tempo real</strong>.</p>
<p>Mesmo <strong>banida oficialmente no país</strong>, a Starlink circula por <strong>rotas clandestinas</strong>. Ativistas estimam que <strong>dezenas de milhares de antenas</strong> tenham sido contrabandeadas, embora não se saiba quantas estão ativas. Organizações de direitos humanos afirmam que <strong>a maioria dos vídeos verificados sobre mortes e feridos</strong> nos protestos recentes veio de pessoas com <strong>acesso à rede via satélite</strong>.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-disputa-expoe-limites-do-controle-estatal-sobre-a-internet">Disputa expõe limites do controle estatal sobre a internet</h2>
<p>O confronto entre Teerã e a Starlink vai além do contexto iraniano. Analistas ouvidos pela <em>Reuters</em> afirmam que a resposta da SpaceX é observada de perto por <strong>forças armadas, agências de inteligência</strong> e até <strong>rivais estratégicos como a China</strong>, interessada em desenvolver <strong>suas próprias constelações de satélites</strong>.</p>
<p>A <strong>arquitetura da Starlink</strong> dificulta o bloqueio total. Com <strong>cerca de dez mil satélites em órbita baixa</strong>, se movendo a <strong>alta velocidade</strong>, o sistema é muito mais resiliente do que modelos tradicionais baseados em <strong>poucos satélites geoestacionários</strong>. Ainda assim, o caso iraniano mostra que <strong>regimes autoritários estão aprendendo a elevar o custo técnico</strong> desse tipo de conexão.</p>
<p>No plano interno, o apagão tem efeitos <strong>devastadores</strong>. <strong>Caixas eletrônicos deixaram de funcionar</strong>, bancos operam de forma limitada e cidadãos não conseguem acessar <strong>recursos financeiros básicos</strong>. Especialistas estimam <strong>prejuízos de centenas de milhões de dólares por dia</strong>, enquanto a falta de internet dificulta a <strong>verificação independente de mortes e prisões em massa</strong>.</p>
<p>O post <a href="https://olhardigital.com.br/2026/01/16/seguranca/apagao-no-ira-impoe-maior-teste-de-seguranca-ja-enfrentado-pela-starlink/">Apagão no Irã impõe maior teste de segurança já enfrentado pela Starlink</a> apareceu primeiro em <a href="https://olhardigital.com.br/">Olhar Digital</a>.</p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Nova corrida espacial: cibercriminosos fazem fila para hackear sistemas, satélites e naves</title>
		<link>https://www.infratic.com.br/nova-corrida-espacial-cibercriminosos-fazem-fila-para-hackear-sistemas-satelites-e-naves/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[desenv01]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Nov 2024 21:34:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Elon Musk]]></category>
		<category><![CDATA[Hackers]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança e Privacidade]]></category>
		<category><![CDATA[spaceX]]></category>
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					<description><![CDATA[Antes, a corrida espacial se concentrava apenas em explorar com sucesso o espaço sideral. Agora, os cientistas e engenheiros espaciais lutam contra uma nova ameaça: impedir que hackers se aproveitem de brechas de segurança e utilizem a inteligência artificial das tecnologias espaciais para danificá-las, roubar dados secretos e criar armas. A informação foi divulgada recentemente com exclusividade pela CNBC. Segundo o empresário Elon Musk e o próprio governo dos Estados Unidos, o país está ameaçado contra espiões russos e chineses que visam invadir naves, sistemas e satélites para roubar informações sigilosas. Sylvester Kaczmarek, diretor de tecnologia da OrbiSky Systems, admite que parte das brechas de segurança advém da falta de supervisão humana adequada sobre a inteligência artificial utilizada nas tecnologias espaciais. Veja as informações detalhadas a seguir. Para quem tem pressa: Empresas de tecnologia espacial inseriram inteligência artificial em diferentes produtos tecnológicos, a fim de que os sistemas detivessem mais autonomia; Porém, essa autonomia não é bem supervisionada e isso abre brechas de seguranças que hackers podem aproveitar para danificar naves e roubar dados; Elon Musk e o governo dos Estados Unidos acreditam que os hackers sejam de origem russa e chinesa, e já declararam ataques anteriores; Profissionais da segurança nacional e da divisão de tecnologia espacial dos EUA temem que o roubo desses dados seja utilizado para a criação de armas. Hackers se aproveitam de brechas em softwares espaciais para invadir naves, satélites e demais sistemas Lançar um objeto no espaço (seja um satélite ou uma nave) é algo que demanda muitas pesquisas, bem como a utilização constante de sistemas de software. Por si só, esses softwares já são vítimas diárias de ataques cibernéticas, mas desde a implementação da inteligência artificial na engenharia espacial, mais brechas se abriram e esses cibercriminosos fazem fila para invadir naves, satélites e demais sistemas. Cibercriminoso roubando informações alheias (Imagem: TwinD/Shutterstock) Segundo a análise da CNBC, essas brechas ocorrem porque a IA utilizada pelos pesquisadores consegue interconectar diferentes softwares simultaneamente — o que cria uma faca de dois gumes: embora os cientistas e engenheiros tenham mais autonomia e gerenciamento para controlar diferentes tecnologias, devido à integração da IA com esses sistemas; isso também significa que, se um hacker acessar e manipular o sistema da inteligência artificial (que controla tudo), ele poderá revogar os acessos de todos os outros e deter o controle total ou parcial das tecnologias espaciais. Se esse controle for revogado, o cibercriminoso pode fazer um estrago inimaginável. William Russell, diretor de contratação e aquisições de segurança nacional do Escritório de Responsabilidade do Governo dos EUA, declara que se uma nave ou satélite for hackeada e danificada sem que os engenheiros percebam, o projeto todo pode sofrer muitas complicações. Isso porque, uma vez no espaço, não haverá possibilidade de realizar os reparos necessários para consertar os estragos ocasionados pelo hackeamento. Leia mais: Apollo 11: como foi a missão que levou homem à Lua As 5 luas mais fascinantes do Sistema Solar Mistérios espaciais: por que não existem luas gasosas? As consequências de atividades cibernéticas maliciosas incluem perda de dados de missão, diminuição da vida útil ou capacidade de sistemas ou constelações espaciais, ou o controle de veículos espaciais. William Russell, diretor de contratação e aquisições de segurança nacional do Escritório de Responsabilidade do Governo dos EUA Os problemas ocasionados pelo hackeamento podem prejudicar as agências espaciais em três pontos principais: no espaço, na Terra, e no canal de comunicação entre ambos. De acordo com Wayne Lonstein, cofundador e CEO da VFT Solutions, uma falha em apenas um desses sistemas pode ocasionar um efeito dominó para derrubar todo o projeto. “De muitas maneiras, as ameaças à infraestrutura crítica na Terra podem causar vulnerabilidades no espaço”, assim como na “internet, energia, spoofing e tantos outros vetores que podem causar estragos no espaço”, finaliza. As brechas de segurança exploradas com a implementação das IAs De forma geral, a inteligência artificial é utilizada para gerar um gerenciamento mais autônimo em diferentes tipos de tecnologias. Por exemplo, os rovers — veículos espaciais — são utilizados para explorar o solo de diferentes lugares, e a IA implementada em muitos deles organiza e monitora o comportamento do robô, além de hospedar os seus dados. O problema, contudo, é a comum falta de uma supervisão eficiente sobre a IA que gerencia o robô, o que os deixa mais vulneráveis. Exemplo de rover, um veículo exploratório utilizado em missões espaciais (Reprodução: AirBus) Uma vez que a supervisão humana é reduzida, os sistemas ficam mais suscetíveis a ataques cibernéticos, especifica Sylvester Kaczmarek, diretor de tecnologia da OrbiSky Systems. Os Estados Unidos já possui um histórico de alegações contra hackers individuais e equipes inteiras de cibercriminosos, supostamente atuando a mando de nações estrangeiras como Rússia e China. Para exemplificar, é possível citar a acusão que Elon Musk fez em 2022: o magnata disse que o satélite Starlink, de sua empresa SpaceX, foi alvo de um ataque russo. Já no ano passado, o governo estadunidense emitiu um alerta de que espiões chineses e russos miravam as tecnologias espaciais da SpaceX e da Blue Origin. Consoante Kaczmarek, ameaças possíveis são o envenenamento dos dados hospedados pelas IA, e até métodos de engenharia reversa para roubar dados confidenciais (da IA e coletados pelos rovers). Ele ainda diz que se essas tecnologias forem invadidas, os cibercriminosos podem obter o controle de missões espaciais importantes e secretas ou, pior, utilizá-las para criar algum tipo de arma. O post Nova corrida espacial: cibercriminosos fazem fila para hackear sistemas, satélites e naves apareceu primeiro em Olhar Digital.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Antes, a corrida espacial se concentrava apenas em explorar com sucesso o espaço sideral. Agora, os cientistas e engenheiros espaciais lutam contra uma nova ameaça: impedir que <strong><a href="https://olhardigital.com.br/tag/hackers/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">hackers</a> </strong>se aproveitem de brechas de segurança e utilizem a <strong><a href="https://olhardigital.com.br/tag/inteligencia-artificial/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">inteligência artificial</a></strong> das tecnologias espaciais para danificá-las, roubar dados secretos e criar armas. A informação foi divulgada recentemente com exclusividade pela CNBC.</p>
<p>Segundo o empresário <strong>Elon Musk</strong> e o próprio <strong>governo dos</strong> <strong>Estados Unidos</strong>, o país está ameaçado contra espiões russos e chineses que visam invadir naves, sistemas e satélites para roubar informações sigilosas. Sylvester Kaczmarek, diretor de tecnologia da OrbiSky Systems, admite que parte das brechas de segurança advém da falta de supervisão humana adequada sobre a inteligência artificial utilizada nas tecnologias espaciais. Veja as informações detalhadas a seguir.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-para-quem-tem-pressa">Para quem tem pressa:</h2>
<ul>
<li>Empresas de tecnologia espacial inseriram <strong>inteligência artificial</strong> em diferentes produtos tecnológicos, a fim de que os sistemas detivessem mais autonomia;</li>
<li>Porém, essa autonomia não é bem supervisionada e isso abre brechas de seguranças que hackers podem aproveitar para danificar naves e roubar dados;</li>
<li>Elon Musk e o governo dos Estados Unidos acreditam que os hackers sejam de origem russa e chinesa, e já declararam ataques anteriores;</li>
<li>Profissionais da segurança nacional e da divisão de tecnologia espacial dos EUA temem que o roubo desses dados seja utilizado para a criação de armas.</li>
</ul>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-hackers-se-aproveitam-de-brechas-em-softwares-espaciais-para-invadir-naves-satelites-e-demais-sistemas">Hackers se aproveitam de brechas em softwares espaciais para invadir naves, satélites e demais sistemas</h2>
<p>Lançar um objeto no espaço (seja um satélite ou uma nave) é algo que demanda muitas pesquisas, bem como a utilização constante de sistemas de software. Por si só, esses softwares já são vítimas diárias de ataques cibernéticas, mas desde a implementação da inteligência artificial na engenharia espacial, mais <a href="https://www.weforum.org/stories/2022/05/increased-cybersecurity-for-space-based-services/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">brechas </a>se abriram e esses cibercriminosos fazem fila para invadir naves, satélites e demais sistemas.</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="569" src="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/11/ataque_hacker-1024x569.jpg" alt="Pessoa com capuz atrás de um notebook" class="wp-image-1009788" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/11/ataque_hacker-1024x569.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/11/ataque_hacker-300x167.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/11/ataque_hacker-768x427.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/11/ataque_hacker-1536x853.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/11/ataque_hacker-2048x1138.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/11/ataque_hacker-150x83.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption">Cibercriminoso roubando informações alheias (Imagem: TwinD/Shutterstock)</figcaption></figure>
</div>
<p>Segundo a análise da <a href="https://www.cnbc.com/2024/11/30/in-new-space-race-hackers-hitching-ride-into-orbit.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CNBC</a>, essas brechas ocorrem porque a IA utilizada pelos pesquisadores consegue interconectar diferentes softwares simultaneamente — o que cria uma faca de dois gumes: embora os cientistas e engenheiros tenham mais autonomia e gerenciamento para controlar diferentes tecnologias, devido à integração da IA com esses sistemas; isso também significa que, se um hacker acessar e manipular o sistema da inteligência artificial (que controla tudo), ele poderá revogar os acessos de todos os outros e deter o controle total ou parcial das tecnologias espaciais. Se esse controle for revogado, o cibercriminoso pode fazer um estrago inimaginável.</p>
<p>William Russell, diretor de contratação e aquisições de segurança nacional do Escritório de Responsabilidade do Governo dos EUA, declara que se uma nave ou satélite for hackeada e danificada sem que os engenheiros percebam, o projeto todo pode sofrer muitas complicações. Isso porque, uma vez no espaço, não haverá possibilidade de realizar os reparos necessários para consertar os estragos ocasionados pelo hackeamento.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2024/07/14/ciencia-e-espaco/apollo-11-como-foi-a-missao-que-levou-homem-a-lua/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Apollo 11: como foi a missão que levou homem à Lua</a></li>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2023/11/11/ciencia-e-espaco/as-5-luas-mais-fascinantes-do-sistema-solar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">As 5 luas mais fascinantes do Sistema Solar</a></li>
<li><a href="https://olhardigital.com.br/2024/01/02/ciencia-e-espaco/misterios-espaciais-por-que-nao-existem-luas-gasosas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mistérios espaciais: por que não existem luas gasosas?</a></li>
</ul>
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>As consequências de atividades cibernéticas maliciosas incluem perda de dados de missão, diminuição da vida útil ou capacidade de sistemas ou constelações espaciais, ou o controle de veículos espaciais.</p>
<p><cite>William Russell, diretor de contratação e aquisições de segurança nacional do Escritório de Responsabilidade do Governo dos EUA</cite></p></blockquote>
<p>Os problemas ocasionados pelo hackeamento podem prejudicar as agências espaciais em três pontos principais: no espaço, na Terra, e no canal de <a href="https://www.nextgov.com/cybersecurity/2024/05/space-assets-are-foreign-adversaries-cyber-crosshairs-dod-official-says/396503/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">comunicação </a>entre ambos. De acordo com Wayne Lonstein, cofundador e CEO da VFT Solutions, uma falha em apenas um desses sistemas pode ocasionar um efeito dominó para derrubar todo o projeto. “<em>De muitas maneiras, as ameaças à infraestrutura crítica na Terra podem causar vulnerabilidades no espaço</em>”, assim como na “<em>internet, energia, spoofing e tantos outros vetores que podem causar estragos no espaço</em>”, finaliza.</p>
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"></blockquote>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-as-brechas-de-seguranca-exploradas-com-a-implementacao-das-ias">As brechas de segurança exploradas com a implementação das IAs</h2>
<p>De forma geral, a inteligência artificial é utilizada para gerar um gerenciamento mais autônimo em diferentes tipos de tecnologias. Por exemplo, os <a href="https://www.jpl.nasa.gov/news/heres-how-ai-is-changing-nasas-mars-rover-science/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">rovers </a>— veículos espaciais — são utilizados para explorar o solo de diferentes lugares, e a IA implementada em muitos deles organiza e monitora o comportamento do robô, além de hospedar os seus dados. O problema, contudo, é a comum falta de uma supervisão eficiente sobre a IA que gerencia o robô, o que os deixa mais vulneráveis.</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="1000" height="666" src="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/11/rover-airbus.png" alt="imagem mostra um rover, um veículo exploratório espacial" class="wp-image-1012762" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/11/rover-airbus.png 1000w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/11/rover-airbus-300x200.png 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/11/rover-airbus-768x511.png 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/11/rover-airbus-150x100.png 150w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px"><figcaption class="wp-element-caption">Exemplo de rover, um veículo exploratório utilizado em missões espaciais (Reprodução: AirBus)</figcaption></figure>
</div>
<p>Uma vez que a supervisão humana é reduzida, os sistemas ficam mais suscetíveis a ataques cibernéticos, especifica Sylvester Kaczmarek, diretor de tecnologia da OrbiSky Systems.</p>
<p>Os Estados Unidos já possui um histórico de alegações contra hackers individuais e equipes inteiras de cibercriminosos, supostamente atuando a mando de nações estrangeiras como Rússia e China. Para exemplificar, é possível citar a acusão que Elon Musk fez em 2022: o magnata disse que o satélite Starlink, de sua empresa SpaceX, foi alvo de um ataque russo. Já no ano passado, o governo estadunidense emitiu um alerta de que espiões chineses e russos miravam as tecnologias espaciais da SpaceX e da Blue Origin.</p>
<p>Consoante Kaczmarek, ameaças possíveis são o envenenamento dos dados hospedados pelas IA, e até métodos de engenharia reversa para roubar dados confidenciais (da IA e coletados pelos rovers). Ele ainda diz que se essas tecnologias forem invadidas, os cibercriminosos podem obter o <a href="https://spacenews.com/cybersecurity-a-top-priority-for-military-satellites-as-threats-loom/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">controle </a>de missões espaciais importantes e secretas ou, pior, utilizá-las para criar algum tipo de arma.</p>
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