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		<title>Apagão no Irã impõe maior teste de segurança já enfrentado pela Starlink</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2026 13:44:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Segurança e Privacidade]]></category>
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					<description><![CDATA[O regime do Irã transformou o apagão digital imposto ao país num teste de força contra a internet via satélite de Elon Musk. Em meio a uma onda de protestos e repressão violenta, a rede Starlink virou alvo de interferências, bloqueios e técnicas de sabotagem. A ofensiva colocou a SpaceX no centro de uma disputa geopolítica. Segundo a Reuters, a repressão no Irã representa um dos testes de segurança mais severos já enfrentados pela Starlink, usada como rota alternativa de comunicação quando governos desligam redes convencionais. Irã amplia apagão e tenta fechar até rotas digitais alternativas O bloqueio começou no início de janeiro e reduziu a conectividade do país a cerca de 1% do nível normal. Diferentemente de apagões anteriores, o regime não manteve nem mesmo sua intranet doméstica funcionando. O resultado é um isolamento quase absoluto de 85 milhões de pessoas, com impactos diretos sobre comunicação, serviços básicos e economia. Nem satélites da Starlink escaparam do apagão imposto pelo regime iraniano no país (Imagem: xnk/Shutterstock) Para conter o fluxo de imagens e relatos sobre a repressão, o governo iraniano passou a atacar a internet via satélite. Especialistas relatam o uso de jammers (equipamentos que geram interferência na mesma frequência dos satélites) posicionados próximos a áreas urbanas e regiões de protesto. O objetivo é embaralhar ou derrubar o sinal da Starlink, que em crises anteriores permitiu que vídeos e denúncias chegassem ao exterior. A Reuters aponta que o Irã também adotou técnicas de “spoofing”, com a transmissão de sinais falsos de GPS para confundir os terminais. Na prática, isso não elimina totalmente a conexão, mas a degrada a ponto de inviabilizar chamadas de vídeo ou transmissões em tempo real. Mesmo banida oficialmente no país, a Starlink circula por rotas clandestinas. Ativistas estimam que dezenas de milhares de antenas tenham sido contrabandeadas, embora não se saiba quantas estão ativas. Organizações de direitos humanos afirmam que a maioria dos vídeos verificados sobre mortes e feridos nos protestos recentes veio de pessoas com acesso à rede via satélite. Disputa expõe limites do controle estatal sobre a internet O confronto entre Teerã e a Starlink vai além do contexto iraniano. Analistas ouvidos pela Reuters afirmam que a resposta da SpaceX é observada de perto por forças armadas, agências de inteligência e até rivais estratégicos como a China, interessada em desenvolver suas próprias constelações de satélites. A arquitetura da Starlink dificulta o bloqueio total. Com cerca de dez mil satélites em órbita baixa, se movendo a alta velocidade, o sistema é muito mais resiliente do que modelos tradicionais baseados em poucos satélites geoestacionários. Ainda assim, o caso iraniano mostra que regimes autoritários estão aprendendo a elevar o custo técnico desse tipo de conexão. No plano interno, o apagão tem efeitos devastadores. Caixas eletrônicos deixaram de funcionar, bancos operam de forma limitada e cidadãos não conseguem acessar recursos financeiros básicos. Especialistas estimam prejuízos de centenas de milhões de dólares por dia, enquanto a falta de internet dificulta a verificação independente de mortes e prisões em massa. O post Apagão no Irã impõe maior teste de segurança já enfrentado pela Starlink apareceu primeiro em Olhar Digital.]]></description>
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<p>O regime do <a href="https://olhardigital.com.br/tag/ira/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Irã</a> transformou o apagão digital imposto ao país num <strong>teste de força contra a internet via satélite de Elon Musk</strong>. Em meio a uma onda de protestos e <strong>repressão violenta</strong>, a rede <strong><a href="https://olhardigital.com.br/tag/starlink/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Starlink</a></strong> virou alvo de <strong>interferências, bloqueios e técnicas de sabotagem</strong>.</p>
<p>A ofensiva colocou a <strong>SpaceX</strong> no centro de uma <strong>disputa geopolítica</strong>. <a href="https://www.reuters.com/world/musks-starlink-faces-high-profile-security-test-iran-crackdown-2026-01-16/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Segundo a <em>Reuters</em></a>, a <strong>repressão no Irã representa um dos testes de segurança mais severos já enfrentados pela Starlink</strong>, usada como <strong>rota alternativa de comunicação</strong> quando governos desligam redes convencionais.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-ira-amplia-apagao-e-tenta-fechar-ate-rotas-digitais-alternativas">Irã amplia apagão e tenta fechar até rotas digitais alternativas</h2>
<p>O bloqueio começou <strong>no início de janeiro</strong> e <a href="https://olhardigital.com.br/2026/01/14/internet-e-redes-sociais/como-o-ira-desligou-a-internet-do-pais-inteiro-durante-onda-de-protestos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reduziu a conectividade do país a <strong>cerca de 1% do nível normal</strong></a>. Diferentemente de apagões anteriores, o regime não manteve nem mesmo sua <strong>intranet doméstica</strong> funcionando. O resultado é um <strong>isolamento quase absoluto de 85 milhões de pessoas</strong>, com impactos diretos sobre <strong>comunicação, serviços básicos e economia</strong>.</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="577" src="https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2025/04/satlites-starlink-scaled-e1753461830392-1024x577.jpg" alt="Representação artística da megaconstelação de satélites Starlink, da SpaceX, na órbita da Terra" class="wp-image-1104442" srcset="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/satlites-starlink-scaled-e1753461830392-1024x577.jpg 1024w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/satlites-starlink-scaled-e1753461830392-300x169.jpg 300w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/satlites-starlink-scaled-e1753461830392-768x433.jpg 768w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/satlites-starlink-scaled-e1753461830392-1536x865.jpg 1536w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/satlites-starlink-scaled-e1753461830392-2048x1154.jpg 2048w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/satlites-starlink-scaled-e1753461830392-1920x1080.jpg 1920w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/satlites-starlink-scaled-e1753461830392-1280x720.jpg 1280w, https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/satlites-starlink-scaled-e1753461830392-150x84.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"><figcaption class="wp-element-caption">Nem satélites da Starlink escaparam do apagão imposto pelo regime iraniano no país (Imagem: xnk/Shutterstock)</figcaption></figure>
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<p>Para conter o fluxo de <strong>imagens e relatos sobre a repressão</strong>, o governo iraniano passou a atacar a <strong>internet via satélite</strong>. Especialistas relatam o uso de <strong><em>jammers</em></strong> (equipamentos que geram <strong>interferência na mesma frequência dos satélites</strong>) posicionados próximos a <strong>áreas urbanas e regiões de protesto</strong>. O objetivo é <strong>embaralhar ou derrubar o sinal da Starlink</strong>, que em crises anteriores permitiu que <strong>vídeos e denúncias chegassem ao exterior</strong>.</p>
<p>A <em>Reuters</em> aponta que o Irã também adotou técnicas de <strong>“spoofing”</strong>, com a transmissão de <strong>sinais falsos de GPS</strong> para confundir os terminais. Na prática, isso não elimina totalmente a conexão, mas a <strong>degrada a ponto de inviabilizar chamadas de vídeo ou transmissões em tempo real</strong>.</p>
<p>Mesmo <strong>banida oficialmente no país</strong>, a Starlink circula por <strong>rotas clandestinas</strong>. Ativistas estimam que <strong>dezenas de milhares de antenas</strong> tenham sido contrabandeadas, embora não se saiba quantas estão ativas. Organizações de direitos humanos afirmam que <strong>a maioria dos vídeos verificados sobre mortes e feridos</strong> nos protestos recentes veio de pessoas com <strong>acesso à rede via satélite</strong>.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-disputa-expoe-limites-do-controle-estatal-sobre-a-internet">Disputa expõe limites do controle estatal sobre a internet</h2>
<p>O confronto entre Teerã e a Starlink vai além do contexto iraniano. Analistas ouvidos pela <em>Reuters</em> afirmam que a resposta da SpaceX é observada de perto por <strong>forças armadas, agências de inteligência</strong> e até <strong>rivais estratégicos como a China</strong>, interessada em desenvolver <strong>suas próprias constelações de satélites</strong>.</p>
<p>A <strong>arquitetura da Starlink</strong> dificulta o bloqueio total. Com <strong>cerca de dez mil satélites em órbita baixa</strong>, se movendo a <strong>alta velocidade</strong>, o sistema é muito mais resiliente do que modelos tradicionais baseados em <strong>poucos satélites geoestacionários</strong>. Ainda assim, o caso iraniano mostra que <strong>regimes autoritários estão aprendendo a elevar o custo técnico</strong> desse tipo de conexão.</p>
<p>No plano interno, o apagão tem efeitos <strong>devastadores</strong>. <strong>Caixas eletrônicos deixaram de funcionar</strong>, bancos operam de forma limitada e cidadãos não conseguem acessar <strong>recursos financeiros básicos</strong>. Especialistas estimam <strong>prejuízos de centenas de milhões de dólares por dia</strong>, enquanto a falta de internet dificulta a <strong>verificação independente de mortes e prisões em massa</strong>.</p>
<p>O post <a href="https://olhardigital.com.br/2026/01/16/seguranca/apagao-no-ira-impoe-maior-teste-de-seguranca-ja-enfrentado-pela-starlink/">Apagão no Irã impõe maior teste de segurança já enfrentado pela Starlink</a> apareceu primeiro em <a href="https://olhardigital.com.br/">Olhar Digital</a>.</p>
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